Dino acompanha Moraes para condenar 5 da antiga cúpula da PMDF

🕒

PUBLICIDADE

Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal  • 10/09/2025REUTERS/Adriano Machado

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), acompanhou o ministro Alexandre de Moraes, em voto nesta quarta-feira (3), para condenar cinco dos sete oficiais da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), que respondem por omissão durante os atos de 8 de janeiros de 2023.

O julgamento ocorre em plenário da Primeira Turma do STF e, com isso, basta apenas um voto para o colegiado ter maioria e condenar os cinco réus e absolver dois.

No voto do relator, Moraes considera a pena de 16 anos de prisão e 100 dias-multa no valor de 1/3 do salário mínimo, além da perda do cargo público na polícia militar para cinco.

Quem são os réus

  • Fábio Augusto Vieiracoronel e ex-comandante-geral da PMDF 
  • Klepter Rosa Gonçalvescoronel e ex-subcomandante-geral da PMDF 
  • Jorge Eduardo Barreto Naimecoronel da PMDF 
  • Paulo José Ferreira de Sousa Bezerracoronel da PMDF 
  • Marcelo Casimiro Vasconcelos, coronel da PMDF  
  • Flávio Silvestre de Alencarmajor da PMDF 
  • Rafael Pereira Martinstenente da PMDF 

Dos sete, Moraes e Dino votaram para absolver os réus: Flávio Silvestre de Alencar e Rafael Pereira Martins.

Segundo o ministro relator, a antiga cúpula da PMDF atuou com omissão diante de um cenário amplamente conhecido e antecipado de risco.

Segundo ele, os alertas sobre a possibilidade de atos violentos eram abundantes e chegaram formalmente às autoridades de segurança do Distrito Federal dias antes do 8 de Janeiro.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a condenação dos réus por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, deterioração de patrimônio tombado, por violação de dever contratual de garante e por ingerência da norma.

Enquanto todos os réus negaram as acusações e defenderam a absolvição na Corte.

Agora, o julgamento ainda precisa dos votos da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin. O caso será encerrado na sexta-feira (5).

Fonte: Cnn Brasil