Uma ação coordenada entre as forças de Segurança Pública resultou na desarticulação de um grupo criminoso que vinha realizando furtos em veículos nas cidades de Água Boa e Canarana. Enquanto a Polícia Militar efetuou a prisão dos envolvidos, a Polícia Civil desvendou o sofisticado modus operandi e localizou o dispositivo eletrônico utilizado para neutralizar alarmes.
Os suspeitos foram localizados pela Polícia Militar em 8 de janeiro de 2026, em uma residência alugada via aplicativo em Barra do Garças. A abordagem ocorreu após a troca de informações de inteligência sobre um veículo Hyundai HB20 utilizado em furtos recentes na região.
Após a prisão realizada pelos militares, a equipe de investigação da Polícia Civil deu continuidade às diligências. No dia 9 de janeiro de 2026, os investigadores da PJC retornaram ao local da detenção e lograram êxito em apreender um controle remoto de cor preta. O objeto apreendido foi identificado como a ferramenta chave para a prática dos crimes.
A Polícia Civil esclarece que o grupo agia com profissionalismo, utilizando tecnologia para evitar o uso de violência física. O “Chapolin” (Bloqueador de Sinal): O dispositivo apreendido pela PJC funciona emitindo ondas de rádio que interferem na frequência do controle do veículo da vítima.
No momento em que o motorista tenta trancar o carro, apesar do som do alarme, o sinal é bloqueado e as portas permanecem abertas sem que o proprietário perceba. Assim que a vítima entrava no comércio, os criminosos acessavam o veículo e subtraíam bolsas e cartões.
Com os cartões em mãos, o grupo utilizava uma máquina de cartão registrada em nome de um dos envolvidos para realizar transações rápidas, garantindo o proveito econômico antes do bloqueio das contas pelas vítimas.
A Polícia Judiciária Civil orienta que motoristas redobrem a atenção ao estacionar em locais movimentados, conferindo manualmente o travamento dos veículos, evitando deixar objetos à vista e monitorando notificações de transações financeiras. Os suspeitos tiveram as prisões ratificadas e permanecem à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido foi encaminhado à perícia.
Fonte: PJC/MT




