PF mira tráfico internacional de drogas ligado ao PCC em São Paulo

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Com apoio de cães farejadores equipes policiais localizaram armas, uma quantia expressiva de dinheiro e aparelhos celulares, escondidos em fundos falsos de móveis  • Polícia Militar de São Paulo/Divulgação

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), uma operação contra uma organização criminosa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e envolvida no tráfico internacional de drogas.

A ação denominada como Operação Expurgo pretende desarticular a estrutura logística e financeira do PCC no tráfico internacional de drogas.

Ao todo, devem ser cumpridos 12 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nas cidades de Piracicaba, Limeira, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Botucatu e São Paulo, além de Corumbá, na região pantaneira de Mato Grosso do Sul.

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Segundo informações da PF, parte dos investigados já se encontrava presa em razão de mandados preventivos, prisões em flagrante ou condenações definitivas por crimes relacionados ao tráfico de drogas.

Durante o cumprimento de um dos mandados na residência apontada como sendo do principal alvo da operação, equipes policiais localizaram armas, uma quantia expressiva de dinheiro e aparelhos celulares escondidos em fundos falsos de móveis.

Investigação

As investigações tiveram início após uma prisão em flagrante ocorrida em janeiro de 2025, em Limeira, quando 15 pessoas de nacionalidade boliviana foram detidas. Na ocasião, foram apreendidos cerca de 17 quilos de cocaína.

Segundo a Polícia Federal, o grupo integrava um esquema vinculado ao PCC, com atuação dentro e fora do sistema prisional.

Conforme a apuração, imigrantes eram cooptados para atuar como “mulas” do tráfico, recebendo cerca de R$ 2 mil para ingerir ao menos 50 cápsulas de cocaína e transportar a droga no próprio organismo. Um dos presos chegou a engolir mais de 120 invólucros. Entre os detidos havia dois adolescentes com documentos falsos e uma gestante.

A droga era trazida de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e transportada por ônibus até São Paulo. Em seguida, os envolvidos eram levados para chácaras no interior paulista, onde expeliam a cocaína, que depois era distribuída para pontos de venda controlados pela organização criminosa.

Fonte: Cnn Brasil