Funcionários e motoristas são presos por desviar cargas de carne

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Barra do Garças, deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a operação “Açougue Oculto”, que resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas investigadas por envolvimento no furto de carnes bovinas destinadas a um supermercado do município.

A investigação teve início após o registro de boletim de ocorrência noticiando a subtração de peças bovinas inteiras e cortes especiais embalados em caixas de aproximadamente 20 quilos. A partir das informações, a equipe da DERF passou a realizar diligências para apurar a dinâmica dos fatos e identificar os envolvidos.

Conforme apurado, motoristas de uma transportadora local teriam aliciado funcionários do supermercado responsáveis pelo recebimento de mercadorias. Em conjunto, eles deixavam parte das caixas de carne no interior do caminhão, mesmo após a conferência formal da carga. Três funcionários encarregados pelo recebimento assinavam a nota fiscal como se todo o volume tivesse sido descarregado no depósito, possibilitando a baixa regular no sistema de estoque.

Na sequência, o motorista e o ajudante concluíam a rota de entregas e, posteriormente, encontravam-se com um receptador em local diverso para repassar os produtos subtraídos, mediante pagamento. Os funcionários do supermercado também recebiam valores pela participação no esquema.

Somente na última entrega, segundo as investigações, foram subtraídas 14 das 74 caixas de carnes adquiridas pelo estabelecimento. A irregularidade foi confirmada após abordagem realizada por investigadores da DERF ao caminhão, logo após deixar o local de descarga.

Durante a ação, foram apreendidas 85 caixas de cortes bovinos e 19 notas fiscais. As 14 caixas identificadas como furtadas foram restituídas ao supermercado, enquanto as demais mercadorias e o caminhão foram entregues ao representante da transportadora.

Os cinco conduzidos permanecem à disposição da Justiça, na Central de Flagrantes, aguardando audiência de custódia.

Inicialmente, estima-se um prejuízo de 500 mil reais nos últimos 40 dias. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.

Fonte: PJC/MT