O Governo de São Paulo, por meio da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), reformulou a UGI (Unidade de Gestão de Integridade), responsável por adotar procedimentos internos para detectar fraude, corrupção e desvios éticos na gestão pública. A medida foi publicada no Diário Oficial, na segunda-feira (16), após a descoberta de corrupção nos departamentos da PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo).
Segundo a resolução, os novos membros da unidade integram três instituições policiais, sendo civil, militar e técnico-científica, e foram escolhidos com base na “experiência, capacitação técnica e reputação dentro das corporações”.
Na coordenação da pasta, ficou responsável a delegada Alexandra Comar de Agostini, que possui mais de 30 anos de experiência na Corregedoria da Polícia Civil e na Controladoria-Geral do Estado.
Para a delegada Agostini, o objetivo dessa reestruturação é realizar trabalhos preventivos ao mau comportamento dos agentes. Dessa forma, ela compreende que esse comprometimento poderá fortalecer a confiança da população nas forças de segurança. “A Corregedoria de cada polícia entra em ação quando o policial já cometeu uma infração ou um crime. Já a Unidade de Gestão de Integridade atua antes disso. É um trabalho preventivo, para evitar que essas práticas aconteçam”, destacou.
A nova composição da UGI se estabeleceu da seguinte forma:
Polícia Civil
- Responsável: Alexandra Comar de Agostini (Delegada de polícia);
- Suplente: João Francisco Crusca (Delegado de polícia);
- Membro: Antonio Carlos Ortola Jorge (Delegado de polícia);
- Membro: Marcos Cesar Montebello Fabri (Delegado de polícia).
Polícia Militar
- Membro: Flávio Martinez (Capitão PM);
- Membro: Adriana de Morais Zuppo (Capitão PM);
- Membro: Gustavo Henrique Rocha Bonifácio (Capitão PM).
Polícia Técnico-Científica
- Membro: Maria Paula de Oliveira Valadares (Perita criminal);
- Membro: Mara Pires de Lima Derani (Perita criminal).
A medida decretada em 10 de março de 2026 é referente a um decreto de 3 de maio de 2023, no qual estabelece, na SSP, o Programa de Integridade, por meio da UGI, que é responsável pelo monitoramento da ética e do trabalho do servidor público.
Corrupção na Polícia Civil de São Paulo
A Operação Baltazar da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares de prisões, no dia 5, contra corrupção e lavagem de dinheiro dentro de departamentos da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, nove pessoas foram presas, entre elas, dois investigadores, um escrivão de polícia, um delegado, a ex-contadora de Alberto Yousseff, Meire Poza, além de integrantes de organizações criminosas.
Leonardo Meirelles, alvo relacionado à Operação Lava Jato, também é procurado.
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Segundo as investigações, a corrpução ocorreu no Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), no DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania) e no16° Distrito Policial (Vila Clementino).
Os criminosos atuavam no controle das unidades das corporações para realizar pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual, manipulação de investigações e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.
As prisões foram decretadas pelo juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
Outro caso de corrupção no Rio de Janeiro
Mais de 30 policiais foram presos em três dias no Rio de Janeiro, após ação integrada cumprir mandados de prisão contra agentes públicos responsáveis por agir em esquemas de corrupção, proteção a atividades ilegais e colaboração com organizações criminosas.
A operação foi conduzida a partir da investigação da (PF) Polícia Federal, do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e da Polícia Civil do Estado. Parte das prisões ocorreu através da Operação Anomalia, realizada pela PF.
Os mandados buscaram endereços na capital e na Região Metropolitana do Rio.
Entre os presos estão um delegado da Polícia Federal, um delegado da Polícia Civil, dois policiais civis e sete policiais militares, além de outros investigados.
Segundo a investigação, o grupo utilizava informações privilegiadas e influência dentro do aparato estatal para beneficiar criminosos e obter vantagens financeiras. Durante as diligências, foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em espécie, armas, munições, celulares, um veículo e documentos.
Em outra fase, três policiais foram presos por suspeita de extorquir integrantes do CV (Comando Vermelho) em troca de omissão em operações policiais.
*Com informações de Camille Barbosa, Rafael Saldanha e Vitor Bonets.
Fonte: Cnn Brasil




