donos de páginas de fofoca exigiam dinheiro para apagar postagens em MT

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A Polícia Judiciária Civil divulgou novos desdobramentos da Operação IACOBUS 3:5, que investiga a atuação de perfis anônimos responsáveis por ataques, ameaças e exposição de moradores em Confresa. A principal atualização do caso é a inclusão do crime de extorsão no inquérito.

Conforme informações exclusivas obtidas pelo site Olhar Alerta, além de divulgar conteúdos ofensivos, os administradores dos perfis passaram a exigir pagamentos em dinheiro das vítimas para remover publicações ou evitar novas postagens. A prática teria sido direcionada a algumas das pessoas já identificadas na investigação.

As apurações envolvem páginas como “@explanandogeralll”, “ESPLANANDO GERAL” e “@esparros_confresinhadoamor”, utilizadas para disseminar fofocas, ataques pessoais, insinuações de cunho sexual, acusações de infidelidade e ofensas à reputação das vítimas.

Durante esta fase da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos e serão submetidos à perícia técnica, que deve auxiliar na identificação dos responsáveis e na coleta de provas.

Até o momento, ninguém foi preso em flagrante. No entanto, três adolescentes e uma mulher adulta foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos e seguem sendo investigadas.

De acordo com o Código Penal, exigir vantagem indevida mediante ameaça pode resultar em pena de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. Somadas às demais infrações investigadas — como calúnia, difamação, injúria, ameaça e intimidação sistemática (cyberbullying) — as penas podem ultrapassar seis anos de prisão, especialmente por terem sido praticadas no ambiente digital.