Feminicídios sobem 31% em São Paulo no bimestre

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Estudo aponta aumento de ocorrências de feminicídio.  • Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

No primeiro bimestre de 2026, o estado de São Paulo registrou 55 casos de feminicídio, número superior em comparação ao ano passado (42).

Houve um aumento de 31%.

Segundo a delegada Cristine Nascimento, titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em comunicado da SSP (Secretaria da Segurança Pública), o enfrentamento ao feminicídio no estado de São Paulo vem sendo feito através de ações integradas de prevenção e repressão, monitorando agressores e fortalecendo redes de proteção das mulheres.

Em informativo sobre os dados, a SSP ressalta que, nos últimos anos, o Governo do Estado vem ampliando políticas públicas de proteção às mulheres. Destacando a ampliação de Delegacias da Mulher (DDM), somado 143 unidades atualmente e a implementação de salas de 173 salas de DDM em unidades policiais.

Além disso, ressalta também a criação da Cabine Lilás, instalada em unidades do Copom (Centros de Operações da PM), com policiais femininas treinadas para receber denúncias de violência doméstica. O serviço contabilizou cerca de 25 mil atendimentos e 123 prisões em flagrante por descumprimento de medidas protetivas

De acordo com a  SSP, as tecnologias também são aliadas ao combate ao feminicídio: o aplicativo SP Mulher Segura faz monitoramento em tempo real de vítimas  e agressores por meio de georreferenciamento e permite registrar boletins de ocorrência e acionamento emergencial da polícia.

“A redução pode parecer pequena, mas é significativa. Ela indica que estamos no caminho certo no enfrentamento ao feminicídio. Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo e integrado, que envolve não só a Segurança Pública, mas também outras áreas, como saúde, education e assistência, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o acesso das mulheres aos serviços. A diminuição não acontece de forma imediata, mas é consequência de políticas públicas consistentes que começam a apresentar resultados”, disse Cristine.

Fonte: Cnn Brasil