Na madrugada desta sexta-feira (03), foi registrado um boletim de ocorrência sobre a morte de Thawanna Da Silva Salmázio, baleada por policiais na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, após demonstrar debater com os agentes devido a alta velocidade da viatura que utilizavam. Segundo o marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, ela não foi socorrida de imediato.
Por volta das 20h de quinta-feira (2), Thawanna e Luciano estavam andando na rua de seu bairro, quando uma viatura passou por ambos e a mulher deu início à discussão sobre, segundo Luciano, a velocidade em que o veículo passou e o perigo da ação.
Contudo, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira afirma em depoimento que o disparo ocorreu pois a vítima e o marido aparentavam estarem alterados e discutiam no meio da rua quando a viatura passava e, ao observar ambos, decidiram voltar e verificar o que acontecia.
Policiais militares e moradores da Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, entraram em confronto. Os moradores pararam um ônibus na rua Luis Carlos Libay e tentaram incendiar o veículo durante um protesto pela morte de uma mulher na madrugada de hoje, segundo a PM. O caso é investigado pelas polícias Civil e Militar. Os policiais envolvidos vão trabalhar em funções administrativas até a conclusão das investigações.
A rua em que ocorre o protesto é foco de incêndio, com moradores ateando fogo em entulhos na via. A cerca de 05 pontos de bloqueio. Existe risco de confronto entre manifestantes e forças de segurança. A PM reforça a recomendação de que a população evite circular nas imediações. Os bombeiros e a força tática local foram acionados,
Veja mais imagens:
Luciano foi contido por outros policiais da equipe, enquanto Yasmin conversava com Thawanna, que em meio a discussão desferiu um tapa na cara da policial. Diante do cenário, Yasmin relata que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”
Luciano afirma que, a primeiro momento, pensou que o disparo era de balas de borracha, mas escutou a esposa gritando “socorro” sem ser socorrida imediatamente. Thawanna foi levada ao Hospital Santa Marcelina, porém não resistiu.
Em nota à CNN Brasil, a PM de São Paulo afirma que os policiais que estavam na ocorrência ficarão em funções administrativas até a conclusão das investigações e que as imagens das câmeras corporais serão analisadas, assim como os laudos periciais.
O local do protesto está com, aproximadamente, 23 viaturas e 93 policiais da BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e BPChq (Batalhão de Polícia de Choque), mais o policiamento do local.
Fonte: Cnn Brasil




