Com o aumento nos casos de feminicídio em 2026, a BM (Brigada Militar) do Rio Grande do Sul anunciou uma nova ferramenta tecnológica baseada em algoritmos para fortalecer o combate ao feminicídio no Estado.
A iniciativa busca otimizar as rotas e ampliar os atendimentos da Patrulha Maria da Penha às vítimas de violência doméstica, identificando automaticamente aquelas que correm os maiores riscos.
Dados divulgados pela SSP-RS (Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul), mostram que no primeiro trimestre de 2026 o estado registrou 24 vítimas de feminicídio, um aumento de 50% se comparado ao mesmo período de 2025, com 16 registros.
Apenas no mês de março deste ano foram quatro feminicídios, um aumento em relação a março do ano anterior, que havia contabilizado três mortes.
Para enfrentar essa escalada, a nova funcionalidade de roteirização foi integrada ao SPE (Sistema de Planejamento e Estatística) da corporação, modelo de gestão de dados operacionais que está em vigor desde julho de 2025.
De acordo com o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, tenente-coronel Cristiano Moraes, o sistema realiza uma análise geoespacial no mapa para gerar automaticamente trajetos prioritários.
A estratégia da corporação também busca ampliar e descentralizar o atendimento, sobre isso o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, explica que o principal objetivo da roteirização é aumentar a área de cobertura das patrulhas.
Trabalhamos na capacitação e, principalmente, na disponibilização de qualquer equipe para atuar nas atividades da Maria da Penha.
O major Ademir Henz, um dos coordenadores do projeto, destacou que, ao potencializar as rotas com o uso do algoritmo, a corporação garante que as medidas protetivas sejam rigorosamente cumpridas.
Além do foco na proteção às mulheres, a inovação tecnológica da Brigada Militar também já está sendo empregada de forma simultânea para organizar e otimizar as visitas preventivas das Patrulhas Escolares às instituições de ensino de todo o Estado.
Fonte: Cnn Brasil




