A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado deve ouvir nesta terça-feira (9) o presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza. Os senadores devem pedir esclarecimentos sobre os contratos da instituição com o Banco Master.
A oitiva foi confirmada na segunda-feira (8). O colegiado aprovou o convite ao presidente do BRB em 14 de abril. Depois, o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que iria transformar o requerimento aprovado em um pedido de convocação, quando a presença é obrigatória.
O BRB enfrenta uma crise provocada por operações financeiras firmadas com o Master. Em 28 de maio, a União e o governo do Distrito Federal fecharam um acordo para viabilizar uma operação de crédito para socorrer o BRB em meio à crise de liquidez após a tentativa de compra do Master.
Nelson Antônio de Souza assumiu o comando do BRB em novembro do ano passado. Ele foi aprovado para o cargo após a saída do presidente anterior, Paulo Henrique Costa, que foi alvo de operação da Polícia Federal e está preso por suspeita de receber vantagens indevidas de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.
Em 2025, o BRB tentou viabilizar a compra do Banco Master. Depois gastou ao menos R$ 12 bilhões ao adquirir ativos da instituição de Vorcaro. A PF aponta que Paulo Henrique foi quem autorizou a compra de carteiras fraudadas em troca de propina. A contrapartida ilegal seria de R$ 150 milhões. O ex-chefe do BRB negocia condições para uma delação premiada.
O caso Master tem sido acompanhado pela CAE por meio de um grupo de trabalho, instalado em fevereiro deste ano. Na reunião desta terça, os senadores também devem votar requerimentos sobre o caso, mas a pauta ainda não foi divulgada.
Na oitiva, os congressista querem ainda questionar Nelson Antônio de Souza sobre os balanços trimestrais e semestrais do BRB. O BRB ainda não apresentou o balanço financeiro final de 2025.
O resultado deveria ter sido apresentado, inicialmente, no fim de março. À CNN, a governadora do DF, Celina Leão (PP), afirmou que a instituição precisa de mais tempo para apurar os dados financeiros após o acordo de empréstimo firmado com a União.
Fonte: Cnn Brasil




