Defesa de Faissal nega prática de crimes e lembra que apuração está em fase preliminar | Rdnews

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A defesa do deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferida no âmbito da operação “Gemini” não apontou o parlamentar como recebedor de qualquer vantagem indevida decorrente do suposto esquema de venda de decisões judiciais atualmente em investigação. O advogado do político destacou que os elementos apontados pela Polícia Federal, que motivaram a ação desta segunda-feira (8), não configuram nenhuma ilegalidade.

JL Siqueira/AL

Conforme Roger Fernandes, responsável pela defesa de Faissal, a investigação de um suposto esquema de venda de sentenças ainda está em fase preliminar e as hipóteses levantadas pelos investigadores ainda serão submetidas ao contraditório. “A decisão divulgada possui natureza exclusivamente cautelar e investigativa, não representando denúncia, condenação ou reconhecimento de prática criminosa por parte de qualquer investigado”.

Ao negar a prática de qualquer um dos crimes apurados na investigação, o advogado alegou que o envolvimento do nome de Faissal se deu por ações anteriores ao mandato parlamentar e estão relacionadas à atuação profissional em processos judiciais e a relações institucionais. “A defesa reafirma que toda a atuação do parlamentar ocorreu dentro dos limites da legalidade e das prerrogativas inerentes ao exercício de suas atividades profissionais e públicas”.

O advogado explicou que os agentes que estiveram na casa do deputado na manhã desta segunda levaram apenas o celular de Faissal, que forneceu, de maneira espontânea, todas as senhas do aparelho. “As imagens de joias, armas e outros objetos que circulam na mídia, associadas ao nome do parlamentar, não pertencem ao deputado Faissal Calil e não foram apreendidas em sua residência”.

A inclusão do nome de Faissal na investigação se deu porque o parlamentar trabalhou, entre os anos de 2017 e 2018, no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos, afastado em março deste ano do cargo por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e também alvo da operação deflagrada pela PF.

Partido 

Também por meio de nota, o Partido Liberal (PL) de Mato Grosso se manifestou a respeito da operação. O presidente da sigla, Ananias Filho, informou que o partido acompanha com serenidade o andamento das investigações e aguarda a devida apuração dos fatos. “Confiamos na Justiça e no parlamentar envolvido, reafirmando nosso compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”.

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Fonte: RD News