Empresário é alvo da PF por uso de galpões para esconder drogas em MT

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A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 Do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, concedeu liberdade provisória a Alex Griggi da Silva Maciel, um dos alvos da Operação Stash House, da Polícia Federal. O despacho foi publicado na última quinta-feira (4). 

Alex foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Cuiabá. Segundo a Polícia Federal, os agentes encontraram dentro de uma BMW um revólver calibre .38 carregado com quatro munições, sendo uma delas de uso restrito, escondido debaixo do banco do passageiro.

Ana Júlia de Magalhães Silva, esposa de Alex, também foi alvo da operação. Alex informou inicialmente que no veículo havia apenas um celular e documentos pessoais.

No entanto, durante a vistoria, os agentes localizaram a arma. Ele informou que utilizava a arma em seu estabelecimento comercial, uma distribuidora, como meio de segurança.

O investigado também teria dito que já havia efetuado disparos para o alto para dispersar confusões no local. Na decisão, a magistrada entendeu que havia elementos suficientes para confirmar a legalidade da prisão em flagrante, destacando a existência de “prova da materialidade e os indícios de autoria”. Por isso, homologou o flagrante.

Entretanto, a juíza ressaltou que não estavam presentes os requisitos para manter Alex preso preventivamente. O próprio Ministério Público se manifestou pela concessão da liberdade provisória, argumentando que não havia risco concreto de interferência nas investigações ou de fuga.

“Não se verifica risco concreto de que o custodiado possa interferir no andamento processual ou evadir-se do distrito da culpa”, registrou a magistrada. Ela também afirmou que a situação “não se projeta, por si só, sobre o campo do periculum libertatis”.

Alex recebeu liberdade provisória e deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer aos atos processuais quando for intimado e manter endereço e telefone atualizados. A juíza ainda determinou a expedição de alvará de soltura, “salvo se por outro motivo deva permanecer preso”, observando a existência do mandado de prisão expedido por outro juízo.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, utilizando um galpão em Rondonópolis para armazenar cocaína retirada de áreas ribeirinhas num esquema de R$ 20 milhões. Depois, a droga era transportada para outros estados em veículos com compartimentos ocultos.

As investigações apontam que o grupo era responsável por um esquema de transporte, armazenamento e distribuição de cocaína. Durante as diligências, foram apreendidas aproximadamente duas toneladas da droga. A participação específica atribuída a Alex deverá ser esclarecida no andamento das investigações e no processo principal que tramita na Justiça de Rondonópolis.

Fonte: Folha Max