Faissal destaca colaboração com PF e diz que investigação provará inocência

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A defesa do deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou, nesta segunda-feira, 8 de junho, que toda a atuação do parlamentar ocorreu dentro dos limites da legalidade e das prerrogativas inerentes ao exercício de suas atividades profissionais e públicas. Ele foi alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças.

Além de Faissal, também foram alvos da ação o desembargador do Tribunal de Justiça Dirceu dos Santos e um advogado.

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De acordo com relatório da Polícia Federal, Faissal seria uma pessoa de estrita confiança do magistrado e também atuaria como seu principal operador em transações relacionadas ao recebimento de vantagens indevidas, à quitação de passivos familiares e à realização de negociações imobiliárias supostamente simuladas, com a participação de terceiros utilizados como “laranjas”. A operação também aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e saques no âmbito do suposto esquema.

Faissal atuou no gabinete de Dirceu dos Santos no TJMT entre 2017 e 2018, antes de ser eleito deputado estadual e tomar posse na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Em nota, a defesa afirmou que a decisão tem natureza cautelar e investigativa e não representa denúncia ou condenação. Também sustentou que não há indicação de recebimento de vantagem indevida ou movimentação financeira suspeita por parte do parlamentar, e que os elementos citados pela Polícia Federal dizem respeito à sua atuação profissional e a relações institucionais anteriores.

“No que se refere ao deputado Faissal, a própria decisão não aponta o recebimento de qualquer vantagem indevida, enriquecimento ilícito, movimentação financeira suspeita, ocultação patrimonial ou participação em operações de lavagem de dinheiro. Os elementos mencionados pela autoridade policial dizem respeito, essencialmente, à sua atuação profissional em processos judiciais e a relações institucionais e profissionais pretéritas, circunstâncias que, por si só, não configuram qualquer irregularidade”, diz trecho da nota.

A defesa acrescenta ainda que Faissal permanece à disposição das autoridades e tem interesse no esclarecimento dos fatos, demonstrando confiança no resultado da apuração.

Veja a nota na íntegra:

A defesa do deputado estadual Faissal Calil, representada pelo advogado, ROGER FERNANDES, vem a público esclarecer que recebeu com tranquilidade a decisão proferida no âmbito da investigação em curso perante o Superior Tribunal de Justiça.

É importante destacar que a decisão divulgada possui natureza exclusivamente cautelar e investigativa, não representando denúncia, condenação ou reconhecimento de prática criminosa por parte de qualquer investigado.

No que se refere ao deputado Faissal, a própria decisão não aponta o recebimento de qualquer vantagem indevida, enriquecimento ilícito, movimentação financeira suspeita, ocultação patrimonial ou participação em operações de lavagem de dinheiro. Os elementos mencionados pela autoridade policial dizem respeito, essencialmente, à sua atuação profissional em processos judiciais e a relações institucionais e profissionais pretéritas, circunstâncias que, por si só, não configuram qualquer irregularidade.

A defesa reafirma que toda a atuação do parlamentar ocorreu dentro dos limites da legalidade e das prerrogativas inerentes ao exercício de suas atividades profissionais e públicas.

Também é importante registrar que as medidas autorizadas pelo STJ foram deferidas em fase preliminar de investigação, com base em hipóteses que ainda serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa, garantias constitucionais indispensáveis à correta apuração dos fatos.

O deputado Faissal permanece à disposição das autoridades competentes e tem absoluto interesse no esclarecimento integral dos acontecimentos, certo de que a verdade dos fatos demonstrará sua completa inocência, como também ressalta que durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, nenhum item ilícito ou relacionado às acusações foi encontrado. As imagens de joias, armas e outros objetos que circulam de forma descontextualizada na mídia, associadas ao nome do parlamentar, não pertencem ao deputado Faissal Calil e não foram apreendidas em sua residência.

O único item arrecadado pelas autoridades foi seu aparelho celular de uso pessoal, disponibilizado voluntariamente acompanhado de todas as senhas e acessos solicitados, em demonstração de total colaboração e transparência com as investigações.

A defesa confia nas instituições, respeita o trabalho dos órgãos de investigação e tem convicção de que, ao final da apuração, ficará comprovada a inexistência de qualquer conduta ilícita praticada pelo parlamentar.

Cuiabá, 08 de junho de 2026.
Assessoria Jurídica
Deputado Estadual Faissal Calil



Fonte:Estadão MT