Polícia investiga agressão a idoso militante de esquerda no RJ

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  • Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a agressão por motivação política contra o idoso Mauro Figueiredo Rocha, 69, vítima de um ataque em Copacabana, na zona sul da capital fluminense, na última quinta-feira (11). 

O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon) e posteriormente transferido para a 12ª DP (Copacabana), responsável por dar prosseguimento às investigações. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. 

Segundo publicação do PT (Partido dos Trabalhadores) nas redes sociais, Rocha  teria sido atacado por portar um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT). Ainda de acordo com o partido, ele foi agredido, ameaçado e violentado em razão de suas convicções políticas. Além disso, sofreu ameaças de morte e ofensas de cunho político e religioso. 

“A violência política é um ataque não apenas à vítima, mas à própria democracia. Nenhuma divergência de ideias pode justificar atos de intolerância, perseguição ou agressão. O Brasil precisa fortalecer a cultura do diálogo, do respeito e da convivência democrática, jamais da violência e do ódio”, afirmou a página do PT na Câmara. 

O partido também cobrou justiça e pediu que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. A deputada federal Benedita da Silva (PT) se pronunciou nas redes sociais sobre o caso e prestou solidariedade a Mauro. 

“Total solidariedade ao companheiro Mauro Figueiredo Rocha, do PT carioca, agredido em Copacabana por usar nossos adesivos, em meio a gritos de ‘Bolsonaro, Bolsonaro’. Isso é ódio político e covardia”, escreveu a deputada. 

Benedita também afirmou que o ataque representa uma afronta à democracia. 

“Ser agredido por usar um adesivo de partido e por defender suas ideias é um ataque direto à democracia e ao direito de cada pessoa se manifestar livremente”, disse. 

Outro deputado federal, Reimont (PT), registrou nas redes sociais a situação em que Mauro ficou após a agressão e também pediu justiça. Segundo o parlamentar, o ativista foi atacado por três pessoas em uma ação que classificou como “covarde”. 

“Mexeu com um de nós, mexeu com todos nós”, afirmou. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Fonte: Cnn Brasil