
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) rebateu, na última sexta-feira, 12 de junho, as declarações do deputado estadual Júlio Campos (União), que ameaçou barrar sua candidatura ao Senado durante a convenção partidária caso ele trabalhe contra o projeto de candidatura própria do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.
Mauro classificou as falas do correligionário como “bobagem” e afirmou que a definição dos candidatos do União Brasil ocorrerá conforme as regras previstas no estatuto da sigla.
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“Olha, o Júlio, 80 anos de idade, até entendo que ele tem uma história longa, mas ele está falando muita bobagem, ele está falando muita besteira. Ele não tem essa capacidade, ele não precisa fazer ameaça. Qualquer cidadão que esteja filiado a qualquer partido político, inclusive ao União Brasil, pode colocar o seu nome e ir lá na convenção e disputar”, declarou.
A reação ocorre após Júlio Campos afirmar que o grupo político ligado ao senador Jayme Campos possui maioria entre os convencionais do partido e teria força suficiente para impedir a homologação da candidatura de Mauro ao Senado. Segundo o Júlio, dos 52 convencionais da legenda, 35 estariam alinhados ao projeto de candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Ele chegou a dizer que o ex-governador levaria “pau na nuca” dentro do partido caso tentasse inviabilizar a candidatura de Jayme ao Governo do Estado.
Em resposta, Mauro afirmou que a convenção estadual do União Brasil será convocada nos próximos dias e garantiu que todos os filiados terão direito de participar do processo de escolha.
“Na próxima semana eu já vou publicar a data da convenção do União Brasil e, junto com o PP, acertar a data do PP também. Eles vão lá na convenção. Não existe isso no estatuto. Nós vamos jogar com o estatuto do partido. Se ele está filiado no partido, é bom que leia o estatuto e conheça o estatuto”, disse.
O ex-governador também criticou o tom adotado por Júlio e reforçou que a decisão caberá aos convencionais, dentro das normas partidárias.
“Não precisa ficar falando bobagem, ficar garganteando. Basta cumprir o estatuto. O estatuto é a democracia do partido. Não será a vontade do Mauro Mendes, não será a vontade dos Campos. Será a vontade que está expressa no estatuto do partido. Nós vamos marcar a convenção, ele vai à convenção, qualquer outro cidadão filiado que queira disputar vai à convenção, coloca o seu nome, e quem for aprovado vai disputar as eleições no dia 4 de outubro”, completou.
A troca de farpas expõe o acirramento da disputa interna no União Brasil. De um lado, Mauro Mendes mantém apoio ao projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a sucessão estadual. Do outro, o grupo liderado por Jayme Campos defende candidatura própria da legenda ao Governo de Mato Grosso, ampliando o risco de racha dentro do partido.
Fonte:Estadão MT



