
Em visita a Mato Grosso neste sábado, 20 de junho, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu a expansão dos biocombustíveis como vetor de crescimento para Mato Grosso e anunciou a liberação de R$ 14 bilhões em crédito para compra de tratores e implementos agrícolas. A declaração foi dada durante a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual, em Dom Aquino.
Alckmin afirmou que o Estado tem posição estratégica no avanço da agroindústria brasileira, sobretudo por causa da produção de grãos, etanol de milho e biodiesel. Segundo ele, o aumento da mistura de biocombustíveis na gasolina e no diesel abre espaço para agregar valor à produção agropecuária.
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O vice-presidente citou a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina. O percentual, que era de 27,5%, subiu para 30% e deve chegar a 32%, segundo ele, após deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
“Não tem ninguém no mundo que na gasolina tenha 32% de etanol. É importante para o meio ambiente, é importante para a economia, é importante para a agroindústria”, afirmou.
Para Alckmin, a política de biocombustíveis permite ao Brasil vender produtos com maior valor agregado, em vez de exportar apenas matéria-prima. Ele também destacou o biodiesel, cuja mistura no diesel chegou a 15%.
O vice-presidente afirmou que o Brasil tem vantagem em um cenário internacional marcado por guerras e pressão sobre combustíveis fósseis. Ele citou ainda o potencial do país para produzir SAF, sigla em inglês para combustível sustentável de aviação.
“O mundo vai ter que trocar o combustível do navio e vai ter que trocar o querosene da aviação. É o Brasil produzindo SAF”, afirmou.
Além dos biocombustíveis, Alckmin destacou a liberação do Move Agrícola, programa de crédito voltado à compra de máquinas. Segundo ele, serão R$ 14 bilhões disponíveis, com juros de 9,2%, para tratores e implementos agrícolas.
“Isso vai dar um impulso ao setor do agro”, disse.
Outra linha citada foi o Move Brasil, voltado à renovação da frota de caminhões e implementos rodoviários. O programa soma R$ 21,1 bilhões, segundo Alckmin. Desse total, R$ 10 bilhões já teriam sido contratados rapidamente.
O vice-presidente disse que os recursos estão disponíveis pela Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e rede privada, com juros menores que os praticados em linhas tradicionais de financiamento.
A entrega da ferrovia estadual serviu de pano de fundo para o discurso sobre logística e competitividade. Alckmin afirmou que a obra recebeu R$ 5 bilhões em investimentos privados, sendo R$ 2 bilhões financiados pelo BNDES e R$ 500 milhões pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).
Segundo ele, a ferrovia ajudará a reduzir custos, diminuir emissões de carbono e melhorar o escoamento da produção de Mato Grosso até o Porto de Santos.
“Logística é fundamental. Reduz custo, melhora a competitividade dos produtos brasileiros”, afirmou.
Alckmin disse ainda que o Governo Federal trabalha para ampliar a participação das ferrovias na matriz de transporte brasileira. Hoje, segundo ele, o modal ferroviário representa cerca de 20% do transporte nacional, e a meta é chegar a 35%.
Para o vice-presidente, Mato Grosso reúne as condições para liderar esse novo ciclo, combinando agro competitivo, crédito para produção, logística ferroviária e expansão da indústria de biocombustíveis.
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Fonte:Estadão MT




