Defensoria exonera subdefensor-geral investigado por denúncias de assédio moral e sexual

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A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso exonerou o defensor público Rogério Borges Freitas do cargo de 1º subdefensor público-geral. O ato será publicado no Diário Oficial nesta terça-feira, 30 de junho. Ele é investigado por denúncias de supostos casos de assédio moral e sexual dentro da instituição.

As acusações são apuradas pela Corregedoria-Geral da Defensoria Pública e também chegaram à Polícia Civil. Segundo relatos, uma servidora procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e afirmou que os episódios teriam começado em 2017.

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Entre as denúncias, a vítima relata um episódio ocorrido durante uma carona oferecida pelo então superior hierárquico. Conforme o depoimento, o defensor teria usado a justificativa de ajudá-la com o cinto de segurança para avançar fisicamente contra ela dentro do veículo.

A servidora também denunciou situações de constrangimento e exposição pública em reuniões internas da Defensoria. Em um dos episódios narrados, afirma ter sido chamada de “espírito faccioso”, “rebeldia” e “língua facciosa” diante de outros colegas de trabalho.

De acordo com os relatos, outras pessoas também teriam sido alvo de condutas semelhantes dentro da instituição. A denúncia aponta ainda que os casos teriam se acumulado ao longo dos anos sem providências efetivas por parte da administração.

Ainda segundo a denúncia, a sequência de episódios provocou abalos emocionais na servidora, que precisou ser afastada do trabalho por motivos psicológicos.

Em nota, a Defensoria Pública informou que as denúncias formalizadas contra Rogério Borges Freitas seguem em apuração na Corregedoria-Geral. A instituição destacou que, em respeito ao devido processo legal e ao sigilo dos procedimentos, não comenta o andamento das investigações.

A Defensoria também reforçou que a Comissão de Prevenção, Tratamento e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual, criada por meio da Resolução nº 16/2023, continua atuando no acolhimento de vítimas e testemunhas, oferecendo escuta qualificada, orientação e encaminhamento aos órgãos competentes.



Fonte:Estadão MT