Justiça marca popular de acusado de matar advogado Renato Nery

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A Justiça de Mato Grosso marcou para o dia 15 de julho, às 9h, o julgamento de Alex Roberto de Queiroz da Silva, acusado de executar o advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, em Cuiabá. A decisão foi assinada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal e publicada na última sexta-feira (26).

A sessão será realizada no Tribunal do Júri da Capital, quase dois anos após o crime. Renato Nery foi assassinado no dia 5 de julho de 2024, em frente ao escritório onde trabalhava, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. O advogado foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu em decorrência dos ferimentos.

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No despacho, o magistrado considerou o processo apto para julgamento e autorizou a oitiva das testemunhas indicadas pelas partes. Entre elas está Renata Moreira Gomes Nery, filha da vítima.

“Defiro a oitiva das testemunhas arroladas pelas partes e, inexistindo diligências a serem realizadas e irregularidades a serem sanadas, dou como preparado o presente processo para que o pronunciado seja submetido a julgamento”, registrou o juiz ao designar a sessão do júri.

Relembre o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim. De acordo com a investigação, Renato havia obtido decisões favoráveis em processos que contrariavam interesses financeiros de um grupo envolvido na disputa, incluindo uma liminar que suspendia o pagamento de cerca de R$ 2 milhões em contratos de arrendamento.

Ainda conforme a acusação, o assassinato teria sido planejado por uma organização criminosa mediante promessa de pagamento de R$ 200 mil. Desse total, R$ 40 mil seriam destinados a Alex Roberto, apontado como o executor dos disparos. O crime teria sido cometido com uma pistola Glock calibre 9 milímetros adaptada com seletor de tiro para disparos em rajada.

Com o agendamento da sessão, caberá ao Conselho de Sentença decidir se o réu será condenado ou absolvido pelo homicídio.



Fonte:Estadão MT