
A Polícia Civil de Canarana procura um homem de 30 anos suspeito de tentar matar a sua companheira, de 33 anos, e agredir a própria irmã, de 28, que tentava conter o ataque. O crime de violência doméstica ocorreu na madrugada deste domingo (28).
De acordo com o boletim de ocorrência, o agressor havia saído para consumir bebidas alcoólicas e iniciou uma discussão com a esposa assim que retornou à residência. No calor do desentendimento, ele armou-se com uma faca e golpeou a vítima, atingindo-a na perna esquerda e causando escoriações na mão. Durante a luta corporal, o homem também tentou enforcá-la, derrubando-a no chão.
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Ao perceber as agressões, a irmã do suspeito interveio para salvar a cunhada, mas acabou se tornando o segundo alvo. Ela foi agredida com um soco no olho esquerdo e também sofreu estrangulamento, apresentando lesões visíveis no pescoço. Após o duplo ataque, o autor fugiu e permanece foragido.
As duas mulheres foram acolhidas e encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado como tentativa de homicídio (com qualificadora de feminicídio), lesão corporal e ameaça.
A Realidade da Violência de Gênero
O episódio em Canarana ilustra uma estatística alarmante que vem mobilizando as forças de segurança no Brasil em 2026. Pesquisas recentes do Ministério da Justiça revelam que quase 65% dos feminicídios no país acontecem dentro da casa das próprias vítimas, e o agressor é um companheiro ou ex-companheiro na imensa maioria das vezes. Além disso, as armas brancas (como facas) respondem por 48% desses ataques de gênero.
Dados consolidados no início de maio mostraram que o primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal para as mulheres desde o início da série histórica da Lei do Feminicídio, registrando uma média de um caso a cada 5 horas e 25 minutos no país.
Ações de Enfrentamento
Diante do cenário crítico, o Governo Federal intensificou as ações com o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e com a Operação Mulher Segura. Embora o primeiro trimestre tenha sido violento, um balanço divulgado pelo MJSP apontou que a integração das polícias e o foco em prevenção resultaram em uma redução de 11,45% nos feminicídios consumados entre abril e maio de 2026 em comparação ao ano anterior, acendendo um alerta para a importância crucial da denúncia rápida e do acolhimento das redes de proteção
Fonte: Click F5




