Justiça de Mato Grosso marca primeiro julgamento de execução que chocou Cuiabá | Cliquef5

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O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou para o próximo dia 15 de julho, às 9h, o julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva. O caseiro é acusado de ser o executor dos disparos que mataram o ex-presidente da OAB-MT, Renato Gomes Nery, em julho de 2024, em frente ao seu escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Preso há pouco mais de um ano, Alex confessou o crime.

A decisão deferiu a oitiva de cinco testemunhas indicadas em consenso pelo Ministério Público (MPMT) e pela Defensoria Pública, que representa o réu. Entre os depoimentos presenciais mais aguardados no plenário está o de Renata Moreira Gomes Nery, filha da vítima.

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Alex será o primeiro da lista de envolvidos a sentar no banco dos réus. Ele teria sido contratado pelo então sargento da Polícia Militar, Heron Teixeira Pena Vieira — apontado como o responsável por fornecer a arma e coordenar a logística. O militar, que confessou a participação, foi detido em março de 2025.

O Rastro do Dinheiro

Embora a denúncia original mencionasse um contrato inicial de R$ 200 mil, as investigações ganharam um capítulo definitivo em março de 2026. A Polícia Civil concluiu o rastreamento bancário completo do crime de mando, comprovando que o consórcio da morte movimentou, na verdade, R$ 215 mil. O fluxo financeiro envolveu depósitos fracionados, uso de contas de terceiros e até a compra de um veículo para ocultar a origem do dinheiro pago pelos mandantes.

A Motivação: A disputa judicial por uma área de mais de 12 mil hectares no município de Novo São Joaquim é o estopim do crime. O casal de empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi é apontado como mandante intelectual da execução.

Próximos Passos no Tribunal

Além do atirador e dos mandantes, outras quatro pessoas aguardam a definição de suas datas de julgamento por homicídio qualificado (por motivo torpe, mediante pagamento, perigo comum e recurso que dificultou a defesa), com agravante pela idade da vítima, que tinha 72 anos:

  • Intermediadores: Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira (policial militar da Rotam).

  • A “Cortina de Fumaça”: O caso também expôs uma suposta rede de blindagem na segurança pública. Outros quatro policiais militares (Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira) respondem por forjar um confronto policial com o objetivo de sumir com a arma do crime e atrapalhar as investigações da Delegacia de Homicídios (DHPP).

Relembre o Crime

Renato Gomes Nery foi emboscado na manhã de 5 de julho de 2024 enquanto chegava para trabalhar. Câmeras de segurança registraram o momento em que o atirador o aguardava e disparou contra o advogado na calçada. Nery chegou a ser socorrido e operado em um hospital particular em Cuiabá, mas faleceu no dia seguinte.



Fonte: Click F5