
Um homem de 42 anos é acusado de agredir, ameaçar e tentar enforcar a companheira, de 23 anos, na noite de domingo, no Assentamento Vale dos Sonhos, em Poxoréu (MT). O caso, registrado pela Polícia Militar sob a Lei Maria da Penha, envolve crimes de lesão corporal, ameaça e violência psicológica, motivados por um ataque de ciúmes infundado relacionado a jogadores da Seleção Brasileira.
Segundo o boletim de ocorrência, o agressor havia ingerido bebida alcoólica antes de iniciar a discussão por motivos fúteis. A vítima relatou que foi atingida por socos no rosto e sofreu uma tentativa de asfixia. Na sequência, o homem pegou uma faca para ameaçá-la de morte. Ele fugiu do local antes da chegada da polícia e permanece foragido. Devido à gravidade das agressões, a mulher foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi diagnosticada uma fratura em seu nariz, sendo conduzida posteriormente à Delegacia de Polícia Civil.
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A jovem revelou ainda que a violência era rotineira nos oito anos de convivência do casal. O crime ocorre em um trimestre em que a discussão sobre a segurança das mulheres durante grandes eventos esportivos ganhou extrema relevância no Brasil.
O reflexo de uma estatística nacional
O episódio em Poxoréu ilustra uma realidade mapeada por levantamentos recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Coincidindo com o período da Copa do Mundo de 2026, órgãos de proteção e ministérios públicos intensificaram alertas sobre o fenômeno: em dias de partidas de futebol, os registros de ameaças contra mulheres sobem 23,7% no país, enquanto as agressões físicas saltam cerca de 21%. Quando os jogos ocorrem na cidade do torcedor, o aumento de lesões corporais chega a quase 26%.
Especialistas e autoridades reforçam que o esporte ou o resultado dos jogos não geram a violência por si só, mas atuam como estopins sociais. A combinação da cultura de posse sobre as companheiras, a frustração imediata e o consumo prolongado de álcool potencializam comportamentos agressivos dentro de casa. Campanhas institucionais lançadas nos últimos meses buscam conscientizar a população de que o esporte não justifica o crime.
O caso de Mato Grosso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para localizar o suspeito e garantir as medidas protetivas necessárias à vítima.
Fonte: Click F5




