
A repercussão nacional das imagens que mostram um pai chutando a própria filha de apenas três anos no meio da rua terminou com a prisão preventiva do suspeito nesta quinta-feira (9), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. A decisão da Justiça ocorreu após a Polícia Civil reunir indícios de que a violência contra as crianças não teria sido um episódio isolado.
Inicialmente, o homem havia prestado depoimento e sido liberado por não existir situação de flagrante. No entanto, o avanço das investigações revelou um cenário considerado mais grave pelas autoridades, levando à solicitação da prisão preventiva.
✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp
Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp
Investigação aponta possível histórico de agressões
Segundo a Polícia Civil, testemunhas ouvidas durante o inquérito relataram que o enteado do investigado, de cinco anos, também teria sido vítima de agressões físicas. A criança apresentava marcas compatíveis com violência, e há suspeitas de que tenha sido atingida com um cinto ou até mesmo um pedaço de madeira.
Para os investigadores, esses elementos reforçaram a necessidade da prisão, tanto para proteger as vítimas quanto para impedir qualquer intimidação de testemunhas durante a apuração.
Vídeo provocou indignação
As imagens registradas por câmeras de segurança causaram forte comoção nas redes sociais e em todo o país. O vídeo mostra o homem caminhando pela calçada com duas crianças quando, de forma repentina, desfere um chute contra a menina, que cai imediatamente no chão.
Logo após a agressão, um pedestre tenta intervir, mas acaba sendo confrontado pelo suspeito antes que ele deixe o local levando as crianças.
Confessou a agressão
Em depoimento prestado antes da prisão, o homem admitiu ter chutado a filha e alegou que perdeu o controle porque a criança chorava. Segundo a polícia, ele demonstrou arrependimento, mas isso não alterou o andamento das investigações.
A mãe da menina só descobriu o ocorrido depois que o vídeo começou a circular nas redes sociais. Ela procurou a Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência, dando início ao inquérito.
Crianças estão protegidas
A Justiça concedeu medidas protetivas em favor da menina, do irmão e da mãe. O Conselho Tutelar acompanha o caso, enquanto a Polícia Civil continua investigando a existência de outras agressões e a eventual responsabilização do investigado por novos crimes
Fonte: Click F5




