
A Justiça de Mato Grosso manteve restrições contra policiais militares acusados de participar de uma emboscada que terminou com a morte de Mayk Sanches Sabino e deixou outras três pessoas sob risco de morte, em Cuiabá. A decisão é da juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal da capital.
São réus Altamiro Lopes da Silva, Antônio Vieira de Abreu Filho, Arlei Luiz Covatti, Diogo Fernandes da Conceição, Genivaldo Aires da Cruz, Heron Teixeira Pena Vieira, Ícaro Nathan Santos Ferreira, Jairo Papa da Silva, Jonathan Carvalho de Santana, Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Marcos Antônio da Cruz Santos, Thiago Sátiro Albino, Túlio Aquino Monteiro da Costa, Vitor Augusto Carvalho Martins, Wesley Silva de Oliveira e Ruiter Cândido da Silva.
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Paulo César da Silva também chegou a ser incluído na ação, mas o processo contra ele foi trancado por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Segundo o Ministério Público, o grupo montou uma falsa operação de roubo de ouro para atrair as vítimas até uma estrada na comunidade São Jerônimo, no distrito do Coxipó do Ouro, em maio de 2020.
A acusação afirma que Ruiter Cândido da Silva teria passado informações aos policiais e ajudado a organizar a armadilha. Parte dos agentes teria ficado escondida no mato, enquanto outros usaram uma caminhonete para simular o transporte de ouro.
Quando as vítimas chegaram, os policiais teriam aberto fogo. Mayk Sanches Sabino morreu. Rômulo Silva Santos foi baleado e perdeu parte de um dedo. Outras duas pessoas conseguiram fugir.
Na nova decisão, a juíza negou o pedido de Antônio Vieira de Abreu Filho para recuperar o acesso aos sistemas internos da Segurança Pública.
A magistrada afirmou que há indícios de que os réus usavam dados restritos para localizar alvos, levantar antecedentes e acompanhar tornozeleiras eletrônicas.
Segundo a decisão, o acesso poderia permitir a obtenção de informações privilegiadas, além de facilitar a destruição ou alteração de provas.
A juíza também rejeitou os pedidos das defesas de Jairo Papa da Silva, Marcos Antônio da Cruz Santos, Thiago Sátiro Albino, Vitor Augusto Carvalho Martins e Wesley Silva de Oliveira para anular a denúncia.
Ela afirmou que a acusação descreve o funcionamento do grupo e a participação conjunta dos réus de forma suficiente para que o processo prossiga.
Outro ponto da decisão obriga o Ministério Público a informar se realizou uma perícia em 3D no local do crime. Caso o exame exista, o laudo deverá ser entregue às defesas.
A Justiça marcou para 20 de julho o interrogatório antecipado de Ruiter Cândido da Silva. Ele está em um programa de proteção a testemunhas e será ouvido por videoconferência.
Fonte:Estadão MT




