Um empresário do ramo de combustíveis, de 42 anos, e sua esposa, de 45 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (15) sob a acusação de estupro de vulnerável, além de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, na cidade de Sorriso, localizada a 397 km de Cuiabá,
Conforme o boletim de ocorrência, a prisão do casal ocorreu durante a deflagração da Operação Puer Defensu, que visa combater redes de exploração contra menores na região norte do estado.
No endereço dos investigados, os policiais civis cumpriram mandados judiciais que resultaram na apreensão de um arsenal de armas de fogo, munições, computadores, aparelhos celulares, dispositivos de armazenamento digital, fitas de vídeo antigas e cartões de memória do sistema de monitoramento interno da residência, materiais que serão submetidos à perícia técnica detalhada.
O início das investigações que culminaram no cerco ao casal decorreu da prisão anterior de uma mulher suspeita de atuar no aliciamento de crianças e na distribuição de conteúdos ilícitos. Após a apreensão do celular dessa investigada, a extração de dados autorizada pela Justiça e a confissão dela detalharam o funcionamento do esquema, permitindo que a equipe de investigação identificasse o empresário e sua companheira como destinatários finais e participantes diretos dos crimes de exploração.
Conforme os detalhes repassados pelo delegado Thiago Meira, que coordena as investigações, o empresário negou as acusações durante o interrogatório, alegando ser vítima de uma armação para prejudicá-lo. Contudo, os elementos de prova colhidos no aparelho celular do próprio investigado contradizem sua versão, revelando imagens e vídeos explícitos de abusos contra crianças.
Entre as gravações encontradas, há o registro do empresário praticando atos libidinosos contra uma menina de apenas 4 anos de idade. As investigações apontam ainda que a intermediária do esquema se aproveitava da proximidade familiar para aliciar as vítimas, tendo inclusive entregado a filha de uma amiga para ser submetida aos abusos na residência do casal.
O caso segue sob sigilo absoluto determinado pela Justiça, uma medida necessária para resguardar a integridade psicológica e a identidade das vítimas menores de idade, conforme preconiza a legislação brasileira. Os materiais apreendidos passarão por análise minuciosa da Perícia Oficial e Identificação Técnica para verificar se existem outras vítimas envolvidas e se os arquivos eram comercializados.
O casal permanece sob custódia do sistema prisional do estado, onde responderá formalmente pelas graves acusações conforme o andamento do processo judicial correspondente.




