Executor conhecia falha em câmera de segurança em frente ao escritório, diz delegado | Rdnews

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Bruno Abreu, delegado DHPP, Júri Renato Nery

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Alex Roberto de Queiroz Silva, executor do advogado Renato Nery  morto a tiros em julho de 2024 -, sabia que a câmera instalada em frente ao escritório da vítima, que flagraria a ação criminosa, não estava funcionando à época dos fatos. A declaração foi feita pelo delegado Bruno Abreu, na manhã desta quarta-feira (15), durante o primeiro dia de julgamento do caso. Ele foi responsável por parte da investigação do homicídio. 

Segundo Bruno, o crime foi inteiramente premeditado, incluindo a rota de fuga de Alex Roberto, apontado como executor no plano de assassinato e primeiro a sentar no banco dos réus.

Assim como Bruno, Livia Nery, filha da vítima e primeira pessoa a depor nesta manhã, relatam que Alex passou dias monitorando o escritório do advogado, incluindo o dia anterior ao crime. O delegado destaca também que o objetivo inicial era prender o atirador em flagrante no dia dos fatos. No entanto, Alex já possuía um trajeto planejado para deixar o local.

Bruno reforçou ainda que Alex disparou cerca de sete vezes contra Renato Nery e classifica como “milagre” nenhuma outra pessoa ter sido atingida durante o atentado.

Montagem/Rodinei Crescêncio

Relembre o caso

Renato Gomes Nery foi baleado na manhã de 5 de julho de 2024, em frente ao escritório onde trabalhava, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido e submetido a cirurgia, mas morreu no dia seguinte em um hospital particular.

Ao longo de um ano de investigação, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que o assassinato foi motivado por uma disputa envolvendo uma propriedade rural. As apurações apontam que o crime foi planejado com cerca de 90 dias de antecedência e executado mediante pagamento.

Conforme a Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público, Alex Roberto foi contratado pelo policial militar Heron Teixeira Pena Vieira para executar o advogado. Posteriormente, as investigações identificaram como intermediários os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira. Já os empresários César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos foram apontados como mandantes do homicídio. Todos permanecem presos preventivamente e aguardam julgamento.

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Fonte: RD News