
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O mercado de procedimentos estéticos e cirúrgicos voltados para a região genital feminina tem registrado movimentações específicas quanto ao perfil das pacientes. Em entrevista ao , a médica ginecologista Fabiana Bersch explicou que o volume principal de busca por essas intervenções está concentrado em um grupo demográfico mais maduro.
“Eu tenho os dois públicos (jovens e mais maduras) mas a maioria realmente são essas mulheres que já envelheceram com essa questão e muitas se tocaram só agora, depois dos 40 ou depois dos 50, onde a gente vai perdendo colágneo ao longo da vida, e a área genital também perde”, afirmou a especialista.
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De acordo com a médica, o processo biológico de envelhecimento atua de forma direta no agravamento de queixas preexistentes ou no surgimento de novos desconfortos na genitália. Entre as alterações anatômicas descritas pela profissional que motivam a busca por tratamento, destacam-se a redução volumétrica e a perda de sustentação da vulva.
“Acaba tendo uma perda de tecido adiposo, de gordura. A vulva, ela cai, ela fica murchinha. Os pequenos lábios, que eles devem ficar escondidinhos, eles ficam mais exteriorizados” , detalhou.
Segundo Fabiana, as queixas relatadas pelas pacientes envolvem tanto o aspecto visual quanto impactos na rotina e na vida íntima.
“Aquilo ali incomoda na parte estética. Elas referem um pouco de incômodo até de se apresentar ao companheiro, luz acesa, enfim, nessa parte da sexualidade. E incômodos a usar roupas, biquínis, porque acaba dando mais volume por uma flacidez” .
Apesar da predominância de mulheres acima dos 40 anos, a ginecologista apontou que “adolescentes, mocinhas de 15, 16 anos, que já têm essa hipertrofia de pequenos lábios” também buscam maneiras de amenizar o incômodo. Em casos específicos nessa faixa etária, a indicação cirúrgica deixa de ser puramente estética e passa a visar a resolução de dores físicas decorrentes de atividades diárias ou esportivas.
A médica defendeu que o tema passe a ser tratado com maior naturalidade no ambiente clínico, incentivando o diálogo aberto entre pacientes e profissionais de saúde.
Veja trecho da entrevista:
Confira a entrevista na íntegra:
Fonte: Repórter MT




