
A Polícia Civil de Rondonópolis ( a 140 Km de Primavera do Leste) investiga a morte de um homem, ainda não identificado, localizado na tarde de quarta-feira às margens do Rio Vermelho. O cadáver estava em avançado estado de decomposição, com as mãos amarradas, e foi avistado por testemunhas em uma estrada vicinal próxima à Rodovia do Peixe.
Equipes da Polícia Militar isolaram o local para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O cenário em que a vítima foi encontrada — com amarras e sinais visíveis de violência — reforça a principal linha de investigação de homicídio ou execução. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames necroscópicos que vão determinar a causa exata da morte e ajudar na identificação biológica.
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Histórico recente de violência na região
A localização deste cadáver acende o alerta para as autoridades policiais devido à similaridade com outras ocorrências recentes na mesma área. No dia anterior, outra vítima foi encontrada morta em circunstâncias parecidas, também com as mãos amarradas. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) busca conexões estruturais entre os crimes para mapear a possível atuação de grupos criminosos na região rural.
Esse padrão de violência tem se repetido ao longo de 2026 nas águas do Rio Vermelho:
Julho de 2026: Pescadores e moradores da Rodovia do Peixe encontraram o corpo de um jovem (estimado entre 18 e 20 anos) boiando de bruços. A perícia constatou ao menos três perfurações nas costas provocadas por disparos de arma de fogo. Relatos locais indicaram que tiros foram ouvidos dias antes na região.
Março de 2026: Um caso idêntico mobilizou o Corpo de Bombeiros na comunidade rural Miau, também às margens do Rio Vermelho. Na ocasião, o corpo de uma vítima foi resgatado em uma ilha de difícil acesso com os pés e mãos amarrados, indicando o mesmo modus operandi de execução.
A Polícia Civil orienta que familiares de pessoas desaparecidas na Baixada Cuiabana ou na região sul do estado procurem o IML de Rondonópolis para colaborar com exames de DNA e coletas de dados que ajudem a solucionar a identidade das vítimas.
Fonte: Click F5




