VÍDEO: Fávaro nega denúncia de trabalho análogo à escravidão e vê ‘ataque orquestrado’

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Estadão Mato Grosso

O senador Carlos Fávaro (PSD) anunciou nesta segunda-feira, 20 de julho, que acionou a Justiça Eleitoral para pedir a retirada de reportagens que, segundo ele, divulgam informações falsas e prejudicam sua imagem durante o período eleitoral. O senador  é citado em uma ação na qual uma pesquisadora o acusa de submetê-la a condições análogas à escravidão durante a realização de uma pesquisa de campo.

A ação foi movida por uma moradora de Cuiabá, que pede indenização de R$ 65,6 mil por danos morais. Na petição, a trabalhadora afirma que foi contratada em maio deste ano para aplicar questionários de uma pesquisa de opinião em bairros como Pedra 90 e Tijucal. Ela alega que teve as condições de trabalho alteradas, não recebeu parte do pagamento prometido e foi submetida a cobranças excessivas e condições degradantes durante a execução do serviço.

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Entre as denúncias, Patrícia Cristina da Silva afirma que a equipe responsável pela pesquisa não fornecia água potável aos trabalhadores, que atuavam durante o dia sob o forte calor de Cuiabá. Ela também incluiu Fávaro entre os responsáveis pela sua contratação. O senador, porém, negou qualquer participação na contratação da equipe e afirmou que seu nome está sendo utilizado para desgastá-lo politicamente.

“O que assistimos nos últimos dias foi uma tentativa deliberada e orquestrada de associar o meu nome a uma denúncia com o nítido objetivo de gerar prejuízo político em pleno período eleitoral. Por isso, estamos acionando formalmente a Justiça Eleitoral. Não podemos permitir que o processo democrático seja contaminado por mentiras fabricadas”, declarou.

Segundo a defesa de Fávaro, o contrato para a realização da pesquisa foi firmado entre o Diretório Estadual do PSD e a empresa Rumo Serviços Publicitários Ltda., responsável pela contratação, coordenação e pagamento das equipes de campo. Os advogados sustentam que o senador não assinou o contrato de trabalho da denunciante, não participou da gestão dos trabalhadores e não teve qualquer relação direta com a execução do serviço.

Na representação protocolada na Justiça Eleitoral, a defesa pede a retirada das reportagens, o direito de resposta e afirma que as publicações tentam vincular indevidamente o senador às denúncias para provocar desgaste político durante a campanha eleitoral.



Fonte:Estadão MT