
Estadão Mato Grosso
A defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, protocolou um pedido de suspeição contra a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, responsável pelo processo que apura o assassinato de Thays Machado e Willian César Moreno. Segundo o advogado Elson Marcelino da Silva Júnior, a medida busca garantir a imparcialidade do julgamento e pode até resultar na suspensão do Tribunal do Júri.
De acordo com o advogado Gabriel Gouvea Neno Reiff, o pedido não está baseado em um fato isolado, mas em uma sequência de decisões que, na avaliação da defesa, comprometeriam a condução do processo.
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“O pedido de suspeição é direcionado diretamente à magistrada. O que nós estamos querendo é justiça. Justiça se faz com a justa e correta aplicação da lei penal e processual penal. Conforme o peticionamento feito nos autos, não solicitamos a suspeição por um único fato. É uma sequência de atos, de atos contraditórios e até mesmo com demonstração de parcialidade, incompatíveis com a atuação de quem vai presidir uma sessão do Tribunal do Júri”, afirmou.
O advogado também argumentou que a grande repercussão do caso exige ainda mais cautela por parte do Judiciário, já que os jurados pertencem à comunidade local.
“É um caso midiático. O próprio corpo de jurados faz parte da população local e observa a conduta dos advogados, da acusação e da juíza.”
Segundo Elson Marcelino, caberá agora à magistrada decidir se reconhece ou não a própria suspeição. Caso rejeite o pedido, ela deverá encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que dará a palavra final sobre a questão.
“Cabe a ela agora julgar se vai se declarar suspeita ou não. Se não o fizer, é obrigação encaminhar o pedido diretamente ao Tribunal, para que decida essa situação. Em decorrência disso, pode, inclusive, haver a suspensão do julgamento do Tribunal do Júri”, concluiu.
Fonte:Estadão MT




