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Suinocultura de Mato Grosso chegou a 2026 em expansão, mas com pressão sobre custos e margens
A suinocultura de Mato Grosso chegou a 2026 em expansão, mas o avanço da produção aumenta a necessidade de controle rigoroso dos custos e das margens. A criação de suínos no estado cresceu 17,1% em relação ao ano anterior, enquanto o número de matrizes alcançou a terceira alta consecutiva e ficou 31,94% acima da média histórica.
O estado ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país e responde por 4,78% da produção nacional. Nas últimas três décadas, o plantel de matrizes passou de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais. O crescimento reflete a profissionalização das granjas e os investimentos realizados na cadeia, mas ocorre em um ambiente de pressão sobre os preços recebidos pelos produtores.
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Nesse cenário, o acompanhamento do custo de produção ganha importância para orientar decisões sobre compra de insumos, investimentos e comercialização. O Projeto Custo de Produção Agropecuária, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), monitora 12 atividades no estado com base em 57 painéis modais. Na última rodada consolidada, três painéis foram destinados à suinocultura.
A alimentação permanece entre os pontos centrais da gestão das granjas, porque a qualidade da matéria-prima usada nas rações afeta o desempenho dos animais e o resultado financeiro. Além dos insumos, produtores precisam acompanhar gastos com mão de obra, energia, sanidade, manutenção, manejo de resíduos e financiamento. Pequenas variações em componentes recorrentes podem alterar a margem quando aplicadas a plantéis numerosos.
Um diagnóstico apresentado pelo AgriHub durante o 5º Simpósio de Suinocultura reuniu informações de 123 produtores dos principais polos de Mato Grosso. Foram registrados 66 apontamentos, que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos. Entre eles aparecem a qualidade das rações, a comercialização dos animais, o acesso ao crédito, a capacitação da mão de obra, a assistência técnica e a gestão operacional.
O levantamento abrangeu produtores das regiões de Sorriso e Campo Verde. Entre as propriedades consultadas, 45,4% atuam em ciclo completo, 36,6% são unidades produtoras de leitões e 18,18% trabalham com terminação. Quarenta por cento das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% mantêm plantéis superiores a 12 mil cabeças.
A expansão confirma a força da atividade em Mato Grosso, mas o aumento da oferta precisa caminhar com rentabilidade. O desafio do setor é transformar escala, tecnologia e produtividade em resultado econômico duradouro, sem permitir que custos elevados e oscilações de mercado consumam os ganhos obtidos dentro das granjas.
Fonte:Estadão MT




