Gaeco investiga cobrança de propina para aprovação de projetos em Sinop | RepórterMT

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DO REPÓRTERMT

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, hoje (28), a Operação Mãos à Obra, que apura supostas práticas de corrupção envolvendo servidores públicos da Prefeitura de Sinop (a 481 km de Cuiabá). 

Foram expedidos três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos do município que atuam na área de fiscalização. As investigações apontam que os envolvidos solicitavam vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos e outros procedimentos administrativos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.

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Os mandados estão sendo cumpridos nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura.

A Justiça autorizou, durante o cumprimento das ordens judiciais, a apreensão de aparelhos celulares, documentos, projetos relacionados à área de engenharia e outros materiais que serão analisados pelas equipes do Gaeco.

Participam da operação equipes do Grupo de Apoio e do Raio, do 11º Batalhão da Polícia Militar e a Força Tática de Sinop.

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.

Outro lado

Por meio de nota, a Prefeitura de Sinop se manifestou da seguinte forma:

A investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado [GAECO] atingiu as atividades individuais de dois fiscais de obras de construção, que desempenham suas funções na Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação;

• O secretário da Pasta recebeu os agentes na manhã desta terça-feira, 28, mostrou as instalações e esclareceu como é a rotina de trabalho no setor;

• Esclarece, ainda, que a operação não investiga o setor, ou as atividades da Secretaria mas, sim, atividades individuais dos dois servidores;

• A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência na gestão pública, não compactuando com quaisquer práticas irregulares;
• Salienta que, durante a diligência, nada foi apreendido ou levado das dependências;

• Coloca-se à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.



Fonte: Repórter MT