PF: fazendeiro ameaçou desembargador antes da morte de Zampieri

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Reprodução

O delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, que presidiu o inquérito sobre a extração dos dados do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em 2023, afirmou nesta terça-feira, 28 de julho, que o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, fez ameaças ao desembargador Sebastião de Moraes Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A declaração foi feita durante Tribunal do Júri de Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusados de participação na execução do advogado.

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Em depoimento, o delegado explicou que o desembargador disse a Zampieri que Aníbal o teria ameaçado, alegando possuir provas ou imagens que poderiam comprometê-lo.

“No celular do Zampieri, em uma conversa com o desembargador Sebastião de Moraes, em que o desembargador Sebastião relata que ele havia sido… que teria havido um contato com o Aníbal e que o Aníbal estava ameaçando ele em relação a um processo, que o Aníbal tinha provas ou imagens que poderiam comprometer o desembargador Sebastião. E aí o desembargador faz essa confissão para o Zampieri sobre esse receio que ele tinha dessas imagens serem publicadas, alguma coisa nesse sentido, e aí dias depois o desembargador Sebastião dá uma decisão, se declarando suspeito, e o Zampieri até se manifesta contrário a essa alegação de suspeição do desembargador”, afirmou delegado.

O delegado foi designado em setembro de 2024 para análise do “Iphone Bomba”, que posteriormente revelou um dos maioreis esquemas de compra e venda de decisões judiciais no país.

Relembre o caso

Zampieri foi morto no dia 5 de dezembro, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo as investigações, o assassinato teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio é apontado como o autor dos disparos que mataram Zampieri.

Hedilerson, militar do Exército e instrutor de tiro, teria intermediado o crime, contratando o executor e entregando a arma utilizada na execução. Já o coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de financiar o homicídio.

O Ministério Público também denunciou Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo como mandantes do crime. Eles respondem ao processo separadamente e não serão julgados nesta etapa.

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Fonte:Estadão MT