Promotor revela que defesa expôs irmão de Thays e o afastou do júri | Rdnews

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Promotor de Justiça Vinícius Gahyva

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva, responsável pela acusação no Tribunal do Júri que julga o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos, afirmou que o irmão de Thays Machado, Tiago Machado, não acompanha a sessão desta sexta-feira (31) por ter sido alvo de ataques da defesa do réu.

Reprodução de vídeo

 

Segundo o representante do Ministério Público, a defesa anexou aos autos documentos sem relação com o duplo homicídio, incluindo boletins de ocorrência e registros de processos envolvendo Tiago Machado, com o objetivo de descredibilizá-lo perante os jurados.

“Perguntam por que Tiago não está aqui. A defesa, desde antes, juntou materiais ofendendo a testemunha e vítima indireta do crime, trazendo elementos que nada têm a ver com o processo com o objetivo de descredenciar alguém que sequer é testemunha dos fatos. Ele é irmão da vítima e, portanto, vítima indireta”, afirmou o promotor durante o julgamento.

Gahyva sustentou ainda que a conduta da defesa afronta princípios constitucionais e normas que disciplinam a atuação no processo judicial.

“É uma conduta que, a meu ver, atenta contra a observância de procedimentos constitucionais e legais, especialmente aqueles estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Ministério Público”, declarou.

Carlos Alberto Gomes Bezerra responde pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e do então namorado dela, William César Moreno. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em Cuiabá.

Relembre o caso

Thays Machado e William César Moreno foram mortos a tiros na tarde de 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, nas proximidades da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá.

Na ocasião, Thays estava em frente ao Edifício Residencial Monet, onde mora sua mãe, para entregar uma chave. William a acompanhava.

De acordo com as investigações, o casal mantinha um relacionamento havia cerca de um mês. Na madrugada do crime, Thays foi buscar William no aeroporto e os dois teriam sido abordados por Carlinhos, que os ameaçou com uma arma de fogo.

A vítima acionou o telefone 190 para denunciar a ameaça. Durante a ligação, foi orientada a procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher para registrar ocorrência e solicitar medidas protetivas. Conforme a investigação, ela não chegou a formalizar a denúncia.

Horas depois, por volta das 17h, Thays e William foram executados na calçada do edifício onde mora a mãe dela.

Após o crime, Carlinhos foi preso em uma chácara da família. Em interrogatório à Polícia Civil, confessou os assassinatos e alegou sofrer de diabetes e estar em “estágio de neuropatia”, condição que, segundo ele, teria provocado desequilíbrio emocional no momento dos fatos.

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Fonte: RD News