Segurança em debate: Coronel Assis critica governo e defende legislação severa para barrar facções | Cliquef5

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Foto-Reprodução-Web

O deputado federal Coronel Assis (PL) elevou o tom contra o avanço das facções criminosas no Brasil e cobrou uma resposta imediata e contundente do Estado no enfrentamento ao narcotráfico. Para o parlamentar, a falta de ações legislativas e operacionais rígidas pode consolidar o poder econômico e territorial desses grupos, transformando o país em um “narcoestado”.

Assis ressaltou que as organizações criminosas movimentam cifras bilionárias e expandem sua influência para setores estratégicos da sociedade. “As facções, as organizações criminosas, movimentam bilhões de reais debaixo da barba do Estado brasileiro e ninguém faz nada”, declarou, ao defender uma atuação mais incisiva das forças de segurança.

Como exemplo da usurpação de serviços públicos pelo crime, o deputado citou a atuação do Comando Vermelho no Ceará, onde a facção passou a controlar provedores de internet clandestinos (“CVNET”) em áreas sob seu domínio. “Isso é um absurdo acontecendo dentro do Estado brasileiro e a federação não faz nada”, afirmou Assis, reforçando que o poder público não pode ceder o controle territorial a grupos paralelos.

Cenário Nacional e Embate Político

A declaração do parlamentar ocorre em meio a intensos debates no Congresso Nacional. Recentemente, o Legislativo avançou nas discussões sobre a Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública, propostas que visam endurecer penas, restringir a progressão de regimes para lideranças criminosas e ampliar a atuação da Polícia Federal na asfixia financeira e combate a milícias interestaduais.

Em paralelo, o Governo Federal desenha o plano Brasil Contra o Crime Organizado, voltado ao estrangulamento patrimonial de grupos criminosos envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro no sistema financeiro.

Na avaliação de Coronel Assis, no entanto, as medidas do governo federal ainda são insuficientes. Ele defende que o Brasil adote o rigor aplicado em países com legislações de tolerância zero. “Em qualquer país minimamente sério, esses caras seriam tratados com os rigores de uma legislação dura”, disse.

O deputado atribuiu a falta de rigor à atual gestão e sinalizou que uma mudança de diretriz deve ocorrer nos próximos anos. “O governo do PT sabe que não vai fazer isso. Nós iremos fazer quando eles saírem do governo”, declarou.

Ao colocar o avanço das facções no centro do debate sobre a soberania nacional, Assis concluiu com um alerta sobre os riscos da omissão institucional: “Se isso não acontecer, realmente o Brasil está caminhando para um narcoestado”.

 

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Fonte: Click F5