Deputado federal Fábio Garcia cede à pressão da Operação Heritage e recua da vice de Otaviano Pivetta | Cliquef5

PUBLICIDADE

Foto-Reprodução-Web

O deputado federal Fábio Garcia (União) confirmou na manhã desta terça-feira, 11, em Cuiabá (a 234 Km de Primavera do Leste) que não disputará mais a vice-governadoria na chapa liderada por Otaviano Pivetta (Republicanos). Em coletiva realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o parlamentar anunciou que retornará à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O movimento é reflexo direto das medidas cautelares impostas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. Entre as determinações judiciais está a proibição estrita de comunicação e proximidade entre Garcia, o ex-governador Mauro Mendes (União) e o ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

Segundo Garcia, a impossibilidade jurídica de manter contato com os principais articuladores da aliança inviabilizou a rotina da pré-campanha:

“Todos vocês acompanharam a decisão do ministro Flávio Dino, essa decisão que impõe a todos nós, nosso grupo político, uma restrição. Isso fez o governador Mauro Mendes… pela decisão do ministro, não podemos nos comunicar, portanto não podemos estar no mesmo local, e isso impõe a todos nós uma dificuldade de poder tocar a campanha. Eu recebi, portanto, o pedido dos presidentes do partido da nossa coligação para que eu reavaliasse a candidatura a vice-governador e voltasse à candidatura a deputado federal.”

O recuo põe fim ao impasse entre Pivetta — que defendia abertamente a troca para proteger o projeto governista — e Mendes, que resistia em afastar o aliado. Com a vacância na vice, nomes como a deputada federal Gisela Simona (União), o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Pode), ganham força na bolsa de apostas.

Contextualização: O Cerco Judicial e os Bastidores Recentes (Últimos 3 Meses)

A crise política no estado atingiu seu ápice com a eclosão da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e peculato que teria desviado R$ 308 milhões dos cofres públicos estaduais por meio de um acordo de restituição tributária com a operadora de telefonia Oi.

Os desdobramentos operacionais e o impacto político na região reconfiguraram o cenário partidário:

  • Mecanismo Sob Suspeita: De acordo com os relatórios da PF que embasaram as decisões de Flávio Dino no STF, os repasses do Estado teriam transitado por uma cascata de fundos de investimento criados pouco antes da assinatura do acordo. A suspeita é de que parte desses valores tenha irrigado empresas ligadas a familiares de Fábio Garcia e alcançado fundos ligados aos filhos de Mauro Mendes.

  • Medidas Cautelares Abrangentes: Além da proibição de contato entre os investigados, o STF determinou a apreensão de passaportes, bloqueios de bens que chegam a R$ 316 milhões, quebras de sigilos bancário e fiscal, e buscas e apreensões em dezenas de endereços ligados aos envolvidos.

  • Baixas na Administração Publica: O impacto da Heritage gerou turbulências nas estruturas do Estado. O procurador-geral do Estado de Mato Grosso, Francisco de Assis da Silva Lopes, pediu demissão do cargo, em meio aos desdobramentos sobre a legalidade dos acordos e pareceres firmados pela instituição.

  • Reorganização Eleitoral: A reviravolta reacendeu disputas internas no União Brasil e nos partidos aliados. Enquanto o grupo tenta blindar a candidatura de Pivetta de novos desgastes, a federação busca reagrupar suas forças proporcionais para acomodar Garcia de volta à nominata da Câmara dos Deputados.



Fonte: Click F5