Vereador de Poxoréu é preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em execução de jovem | Cliquef5

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FDoto-Reprodução-Web

O vereador por Poxoréu (a 45 Km de Primavera do Leste), Túlio César (Republicanos), foi preso preventivamente nesta segunda-feira (10) durante a deflagração da Operação Véu de Ísis. Trata-se da terceira etapa das investigações que apuram o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, executada em uma casa noturna no município no dia 10 de maio.

Ao todo, as equipes da Polícia Civil cumpriram cinco mandados judiciais simultâneos — dois de prisão preventiva e três de busca e apreensão —, divididos entre Poxoréu (dois), Rondonópolis (dois) e Cuiabá (um).

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Túlio César já havia sido preso temporariamente em julho na fase anterior do processo, batizada de Operação Elo Oculto. A conversão de sua prisão temporária em preventiva ocorreu após a Polícia Civil analisar materiais e dados colhidos nas etapas passadas, o que revelou novos indícios sobre a dinâmica do crime e o envolvimento de outros suspeitos.

As investigações indicam que a execução foi ordenada por uma facção criminosa sob a falsa premissa de que a vítima repassava informações sobre o tráfico de drogas na região para forças policiais. O nome da nova fase, “Véu de Ísis”, faz referência à revelação de elementos cruciais da trama homicida que antes permaneciam ocultos. O processo segue em segredo de Justiça.

O HISTÓRICO DO CASO

A Operação Véu de Ísis consolida uma série de desdobramentos operacionais que vêm ocorrendo no estado desde o homicídio da jovem:

  • Maio de 2026 — O crime e as primeiras prisões: Lavínia Gabrielly foi morta com tiros na cabeça na madrugada de 10 de maio dentro de uma boate. Na mesma semana do crime, um suspeito conhecido pelo apelido de “Bin Laden” foi detido em Rondonópolis apontado como o executor, e outro investigado, José Geraldo da Silva (41 anos), suspeito de ter armado a emboscada contra a jovem, morreu após confrontar a Polícia Militar.

  • A motivação equivocada: Ficou constatado durante o inquérito que a jovem frequentava a base da Polícia Militar local apenas porque sua mãe trabalhava no local. A proximidade de Lavínia com o ambiente militar fez com que integrantes da facção chegassem à conclusão incorreta de que ela atuava como “informante”, motivando sua execução.

  • Julho de 2026 — Operação Elo Oculto: Túlio César assumiu o cargo de vereador no início de junho após a licença do titular da vaga. Pouco mais de um mês depois de assumir na Câmara Municipal, o parlamentar virou alvo da Operação Elo Oculto e teve sua primeira prisão decretada em 14 de julho, em meio ao cumprimento de mandados em Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana.



Fonte: Click F5