Pai e filho são presos por assalto contra família em Cuiabá » Esportes & Notícias

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Pai e filho estão entre os presos na Operação Pele de Cordeiro, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (11) para investigar um roubo em que uma família foi mantida refém e obrigada a realizar transferências via Pix. O prejuízo causado às vítimas ultrapassa R$ 95 mil.

Um dos alvos é Klecio Wando Gonçalves de Oliveira, de 46 anos, que possui antecedente por estelionato e foi preso em 2024 durante uma investigação sobre um golpe aplicado contra uma fábrica de botinas em Cuiabá. O filho dele, Vitor Abrahão Gomes de Oliveira, de 21 anos, também é investigado.

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) cumpre 12 ordens judiciais, incluindo prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo. O crime investigado aconteceu na madrugada de 17 de março, quando três homens armados abordaram a família ao chegar em casa e invadiram o imóvel.

Os criminosos levaram dinheiro, ouro, celulares e outros objetos. Em seguida, transportaram as vítimas para uma área de mata, onde elas foram amarradas e ameaçadas. Durante o cativeiro, os assaltantes exigiram transferências bancárias por Pix e chegaram a agredir uma das vítimas que se recusou a realizar uma operação.

A investigação aponta que o crime pode ter sido planejado previamente com base em informações sobre a rotina, o patrimônio e os valores mantidos pela família. A Polícia Civil busca descobrir quem teria fornecido esses dados e qual foi a função de cada envolvido na execução, no apoio logístico e na movimentação dos valores roubados.

Os policiais também procuram aparelhos celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, ouro e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a participação dos investigados e reconstruir o crime.

O nome da operação faz referência à suspeita de que os criminosos tenham se aproveitado de relações de confiança para obter informações e facilitar o assalto. Klecio também responde a uma investigação anterior por estelionato. Em dezembro de 2024, ele foi preso após suspeitos usarem dados de uma empresa para adquirir fraudulentamente 300 pares de botinas, avaliados em R$ 14,6 mil, além de outros produtos. Em julho deste ano, a Justiça suspendeu o processo contra ele devido à ausência de defesa válida e à não localização do acusado.

Fonte: Esporte e Notícias