Senador Jayme Campos pede perdão ao MT e dispara contra Mauro Mendes após ação da Polícia Federal | Cliquef5

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Foto-Reprodução-Web

O senador Jayme Campos (União Brasil) protagonizou um duro ataque ao seu correligionário e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, em discurso no plenário do Senado. O estopim para o rompimento público foi a deflagração da Operação Heritage, realizada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de um esquema de desvio de dinheiro público em um acordo tributário de R$ 308 milhões entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi.

Na tribuna, Jayme pediu desculpas publicamente aos eleitores mato-grossenses por ter apoiado e impulsionado as campanhas vitoriosas do ex-aliado nos pleitos de 2018 e 2022.

“Quero pedir ao povo de Mato Grosso as minhas desculpas, meu perdão por ter saído em 2018 puxando pelas mãos esse homem (…), apresentando o cidadão Mauro Mendes. Eu esperava que fosse um homem de bom caráter, que pudesse corresponder à expectativa do nosso povo. Com a humildade que me é peculiar, venho pedir perdão”, declarou o senador.

Críticas à Gestão e Recado ao Ministério Público

Relembrando a trajetória política do ex-governador, Jayme destacou que a família Campos foi fundamental para pavimentar a viabilidade eleitoral de Mauro no estado. O parlamentar lamentou o rumo da gestão estadual, afirmando que a máquina pública passou a operar como um ente privado para favorecer aliados politicamente alinhados.

“Hoje, o Estado de Mato Grosso passou a ser um verdadeiro balcão de negócios. Não é mais um Estado do povo, é um Estado privado”, criticou.

O senador cumprimentou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino — relator do caso —, por autorizar as ações da PF, e defendeu que outros processos em andamento na Corte, como as investigações sobre empréstimos consignados (sob relatoria do ministro André Mendonça), também ganhem celeridade. Jayme cobrou postura firme do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, e do Ministério Público Estadual (MPMT):

“O Ministério Público não pode ficar alheio às denúncias. Tudo tem que ser apurado. Não podemos permitir que o dinheiro do povo seja roubado à luz do dia por uma organização criminosa”, disparou.

Ao final de seu pronunciamento, Jayme expôs os bastidores do União Brasil, relatando ter sido impedido de concorrer ao Governo de Mato Grosso nas convenções partidárias. Ele afirmou que cumprirá seu mandato até o final e que não disputará a reeleição ao Senado, abrindo espaço na chapa governista para Mauro Mendes e a empresária Margareth Buzetti (PP).

  • O Mecanismo da Operação Heritage: A operação deflagrada pela Polícia Federal investiga como um acordo de apaziguamento tributário entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi (envolvendo a devolução de R$ 308,1 milhões) teria sido desviado através de estruturas financeiras complexas. As investigações apontam que o montante circulou em uma “cascata” de fundos de investimento até alcançar empresas ligadas aos filhos do ex-governador e ao grupo do deputado federal Fábio Garcia.

  • Medidas Cautelares do STF: O ministro Flávio Dino autorizou 25 mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens no valor de até R$ 316 milhões, retenção de passaportes de investigados e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

  • A Reação de Mauro Mendes: O ex-governador nega veementemente as irregularidades, alegando que o acordo firmado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) foi pautado pela legalidade. Mendes classificou a operação policial como uma “armação eleitoreira” fomentada por opositores políticos no estado para prejudicar a sua pré-candidatura ao Senado.

 

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Fonte: Click F5