A investigação sobre a morte de Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, aponta que o feminicídio foi planejado pelo principal suspeito, segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá. A jovem foi assassinada com um tiro na nuca dentro de uma residência no bairro Alvorada. O filho dela, de apenas 3 anos, estava no imóvel no momento do crime.
Durante entrevista, o delegado afirmou que os investigadores identificaram rapidamente a autoria e começaram a reunir elementos para solicitar a prisão do suspeito. Para Bruno Abreu, as circunstâncias indicam que o homem teria planejado o assassinato antes de executá-lo. “Crime totalmente premeditado”, afirmou o delegado ao detalhar a dinâmica investigada.
Segundo ele, testemunhas relataram que o suspeito esteve na região na noite anterior ao crime e teria levado a vítima para casa por volta das 18h. Uma motocicleta também teria sido deixada em uma posição considerada incomum pelos investigadores.
A avaliação da polícia é que o assassinato poderia ter ocorrido ainda na noite anterior, mas a presença de outras pessoas teria feito o suspeito adiar a ação.
Na manhã seguinte, por volta das 5h, ele teria retornado ao imóvel, ameaçado Ana Cristina e efetuado o disparo. Depois, conforme a investigação, deixou a residência com uma mala pronta.
Um dos pontos mais graves investigados pela DHPP é a presença do filho da vítima, de apenas 3 anos, durante o crime. Segundo o delegado, após o disparo, o suspeito teria retirado a criança do local e colocado a mão sobre a boca dela para impedir que gritasse.
Ana Cristina foi encontrada com um ferimento de arma de fogo na região da nuca. A munição ficou alojada na coluna cervical, entre as vértebras C3 e C4.
O delegado relatou ainda que, conforme avaliação médica, caso sobrevivesse, a vítima poderia ficar tetraplégica. A Polícia Civil conseguiu representar pela prisão do suspeito e a medida foi autorizada pela Justiça. Até o momento, porém, ele ainda não havia sido localizado.
Segundo Bruno Abreu, o investigado possui diversas passagens policiais por crimes como tráfico de drogas, roubos e furtos e já teria utilizado tornozeleira eletrônica durante período em regime semiaberto.
A DHPP mantém as buscas pelo suspeito e também investiga outros elementos relacionados ao crime.




