Veja quem são ex-dirigentes do Imafir-MT alvos de investigação por desvio de R$ 1 mi | Rdnews

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Hugo Henrique Garcia, Afrânio Migliari, Aprofir-MT, Operação Mandato Espúrio

O suplente de deputado estadual e candidato ao cargo Hugo Henrique Garcia (PSDB), é o ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá na manhã desta terça-feira (25). Ele e o ex-diretor do instituto, Afrânio Migliari, são suspeitos de movimentar irregularmente mais de R$ 1 milhão das contas do Imafir-MT. 

Reprodução

Os alvos Hugo Henrique Garcia (esquerda) e Afrânio Migliari

Segundo a Polícia Civil, quase R$ 774 mil foram transferidos para uma conta pessoal e uma empresa ligada a Afrânio, então diretor executivo, enquanto outros R$ 270 mil foram destinados a um escritório de advocacia. As movimentações teriam ocorrido durante uma disputa pelo comando da entidade e mesmo após decisões judiciais que restringiam atos de gestão em nome do instituto.

Hugo foi eleito em dezembro de 2023 para comandar a associação até 2026. Nas eleições deste ano, ele figura entre os candidatos para uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso pelo PSDB.

A investigação apura os crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, supostamente cometidos por Hugo e Afrânio. Contra eles, foram cumpridos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e suspensão dos acessos bancários dos investigados às contas do Imafir-MT, que configura como vítima e colabora com as investigações.

Apuração

O inquérito apura fatos relacionados à administração do Imafir-MT, consistentes, em tese, na realização de atos de gestão e movimentações financeiras ocorridas durante um período de intensa controvérsia acerca da representação legal da entidade.

Há suspeita de que o ex-dirigente do Imafir-MT tenha realizado movimentações financeiras irregulares, apesar de acordo homologado e decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.

Os indícios apontam para alterações estatutárias, disputa interna pela administração, celebração de acordo homologado judicialmente, posterior determinação judicial limitando a prática de atos de gestão e realização de expressivas movimentações patrimoniais em favor de pessoas físicas e jurídicas diretamente relacionadas à administração então exercida.

PJC

Conforme apurado pela equipe da Derf de Cuiabá, as transações financeiras irregulares ultrapassam R$ 1 milhão. Uma transferência, no valor de quase R$ 774 mil, foi realizada para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao diretor executivo do instituto à época. Outra transferência, de R$ 270 mil, foi destinada a um escritório de advocacia.

Além das ordens de busca e apreensão, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias, a suspensão e a desativação de todos os perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e demais mecanismos utilizados pelos investigados para movimentar as contas do IMAFIR-MT, incluindo a denominada Chave J.

Dessa forma, os investigados ficaram impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras movimentações bancárias em nome da entidade.

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Fonte: RD News