
Foto-Reprodução-Web
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) lançou a campanha institucional “Não Caia em Golpes”, acompanhada por uma Cartilha Digital interativa. A iniciativa busca conscientizar a população e coibir abordagens de engenharia social realizadas por estelionatários que se passam por juízes, advogados, defensores e servidores públicos para cobrar taxas inexistentes.
A urgência da ação é amparada pelos números do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, Mato Grosso registrou 35.926 casos de estelionato e estelionato eletrônico, somando-se aos mais de 2,2 milhões de registros em todo o país. A pesquisa aponta que fraudes por celulares e internet tornaram-se o principal receio de segurança da população, atingindo 83,2% dos brasileiros.
Idealizada pela juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), a mobilização nasceu após a constatação do aumento de tentativas do “golpe do falso juiz”. A magistrada destaca que o Judiciário não realiza cobranças por telefone ou WhatsApp e reforça a necessidade da união entre instituições. O projeto conta com o apoio da OAB-MT, Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar.
TRF3 e TJDFT reforçam alertas nacionais (Julho/Agosto de 2026): O Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios lançaram campanhas focadas na urgência falsa empregada por criminosos. As instituições destacaram que o uso da ferramenta nacional ConfirmADV permite ao cidadão verificar a autenticidade de advogados antes de qualquer transferência.
Reforço de segurança e uso de inteligência artificial (Agosto de 2026): Alertas emitidos pela OAB apontam que as abordagens se tornaram mais sofisticadas no segundo semestre de 2026. Estelionatários passaram a utilizar ferramentas como clonagem de voz por IA e simulacros de videochamadas para enganar as vítimas, exigindo verificação direta em canais oficiais antes do envio de valores.
Medidas normativas do Sistema de Justiça (Maio/Junho de 2026): O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a OAB Nacional intensificaram a articulação junto aos Tribunais de Justiça estaduais para restringir o acesso ilícito a dados de processos públicos, visando inviabilizar o monitoramento indevido praticado por quadrilhas especializadas.
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Fonte: Click F5





