“Sem Ação, Senado Federal será desmoralizado pelo caso Moraes-Vorcaro”, alerta deputado Max Russi | Cliquef5

PUBLICIDADE

Foto-Reprodução-Web

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), cobrou publicamente uma postura assertiva do Senado Federal frente aos desdobramentos das investigações que envolvem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As declarações ocorrem após a derrubada do sigilo do relatório da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. Para Russi, a omissão da Casa Alta diante da gravidade dos fatos pode comprometer a credibilidade das instituições democráticas.

“Eu acho que o Senado tem que agir. A gente não pode ficar passivo uma vida toda. Se não agir diante do que está sendo exposto, da forma como está sendo colocada, isso desmoraliza muito o Senado da República”, pontuou o parlamentar.

Bastidores da Investigação

De acordo com os relatórios periciais da Polícia Federal, trocas de mensagens e registros telemáticos apontam interlocuções entre Vorcaro e contatos vinculados ao ministro do STF. A apuração detalha que parte da comunicação era intermediada por mensagens de visualização única e textos elaborados no bloco de notas do celular do empresário. Em trechos recuperados de novembro de 2025, o ex-controlador do Banco Master menciona tentativas de antecipar passos dos investigadores.

Para Max Russi, o Senado — por ser composto por parlamentares experientes e deter a competência constitucional de fiscalizar membros da alta cúpula do Judiciário — precisa instaurar os procedimentos cabíveis para evitar a percepção de impunidade.

“Tem que tomar as providências, abrir o processo. Tem que ser feito alguma coisa. Se não fizer nada, confesso que enfraquece muito a instituição e passa a impressão de que pessoas com poder estão acima da lei”, concluiu.

O Cerco Se Fechando 

A fala de Max Russi se insere no ápice de uma crise institucional e política que ganhou novos e intensos capítulos no último trimestre:

  • Desdobramentos da Operação Compliance Zero (Maio – Agosto): Conduzida pela Polícia Federal, a operação deflagrou sucessivas fases para apurar esquemas de fraudes financeiras, cessões irregulares de carteiras de crédito e produção de documentos artificiais envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). O cerco ao ecossistema do banco resultou no indeferimento de propostas de delação e no avanço do rastreamento de dados telemáticos.

  • Contratos Sob Escrutínio e Citações à PGR (Julho – Agosto): As investigações expuseram contratos milionários celebrados entre o Banco Master e escritórios de advocacia ligados a familiares de magistrados. Além disso, relatórios citaram interlocuções informais mencionando o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aumentando a pressão sobre os órgãos de controle em Brasília.

  • Derrubada do Sigilo e Pressão por Impeachment no Senado: A decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo dos relatórios sobre as mensagens de Vorcaro funcionou como estopim. A oposição no Senado intensificou a articulação por novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes — elevando o total de petições acumuladas contra o ministro — e passando a pressionar a presidência da Casa e a Mesa Diretora por uma resposta formal.

 

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 



Fonte: Click F5