
Estadão Mato Grosso
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que a próxima eleição deve provocar uma renovação limitada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo ele, apenas cerca de 20% a 25% das cadeiras devem ficar com novos nomes, cenário que atribuiu à estratégia adotada pelos partidos na formação das chapas.
“Eu acredito que terá poucas renovações, poucas renovações, e que isso foi construído propositadamente para isso, de certa forma. É só você observar alguns partidos”, afirmou.
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Ao analisar o União Brasil, Abilio citou os deputados Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos como os principais nomes da sigla na disputa e afirmou que outros candidatos teriam dificuldades de conquistar espaço.
“União Brasil, por exemplo, lá faz um a dois deputados. Um, certeza que é o Dilmar Dal Bosco, o mais votado quase sempre dentro desse partido. O segundo que está disputando com o Dilmar Dal Bosco é apenas o Sebastião Rezende e o Júlio Campos”, declarou.
Segundo o prefeito, caso o partido conquiste apenas duas vagas, a disputa ficaria praticamente concentrada entre os atuais parlamentares.
“Ninguém tem condições ali dentro do União Brasil de ganhar desses três nomes. E só faz duas vagas. Olha só como ficou ruim”, disse.
Abilio apontou que PSD, MDB e PL podem abrir espaço para novos nomes, mas estima uma substituição pequena no conjunto da Assembleia.
“O que a gente percebe é que o erro deles, estrategicamente, vai permitir a renovação de 20%, 25%, por razão de eles não terem formado chapas para competir”, afirmou.
O prefeito também analisou a situação do Republicanos e disse acreditar que a legenda possui mais deputados competitivos do que o número de vagas que poderá conquistar.
“Dentro do Republicanos, você tem cinco ou seis deputados lá dentro, se eu não me engano, e eles não fazem cinco vagas, fazem quatro. Alguns vão ficar de fora”, afirmou.
Sobre o MDB, Abilio estimou a possibilidade de apenas uma renovação.
“Dentro do MDB, você tem três deputados e faz ali três a quatro vagas. Possivelmente uma única renovação”, disse.
Para o prefeito, a configuração das chapas partidárias acabou protegendo nomes já conhecidos e dificultando a entrada de novos candidatos.
“A estratégia deles na montagem das chapas acabou ocasionando uma baixa renovação. E outros partidos que têm candidatos não alcançarão o quociente eleitoral e acabam que não vão conseguir eleger seus representantes”, concluiu.
Fonte:Estadão MT





