Pastor investigado por ligação com o CV morre em Cuiabá; Nivaldo era pai de Rhavenna e sogro de “Batman” » Esportes & Notícias

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O pastor Nivaldo de Almeida, investigado pela Polícia Civil por suposta ligação com integrantes do Comando Vermelho, morreu neste sábado (5), em Cuiabá, em decorrência de complicações provocadas por um câncer. Ele tinha sido preso em julho durante a Operação Fariseus, que investigou uma família de missionários suspeita de usar atividades religiosas para manter contato com integrantes de uma organização criminosa.

O velório ocorreu ainda no sábado. O sepultamento foi realizado nas primeiras horas da manhã deste domingo (6).

Nivaldo era pai da missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, que foi presa preventivamente durante a Operação Fariseus. A esposa dele, Orminda Carlos Barcelos Almeida, também foi alvo da investigação e teve mandado de busca e apreensão cumprido.

Segundo as investigações, a família utilizava o projeto religioso Resgatando Vidas como forma de acesso a unidades prisionais. A suspeita é de que a atividade tenha servido para aproximar os investigados de detentos apontados como integrantes ou lideranças de uma organização criminosa, além de possibilitar a transmissão de recados e movimentações financeiras.

Rhavenna também foi apontada pelos investigadores como pessoa próxima de Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, identificado pela Polícia Civil como uma liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso e considerado foragido desde 2024.

A investigação ainda apontou registros de Rhavenna em comunidades do Rio de Janeiro ao lado de pessoas apontadas como integrantes da facção. Fotografias e vídeos apreendidos durante o trabalho policial também mostrariam investigados em contato com armamentos. Deflagrada em julho, a Operação Fariseus teve como alvo pessoas suspeitas de utilizar um projeto de evangelização para facilitar a comunicação e a aproximação com integrantes de uma organização criminosa dentro e fora do sistema prisional.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas relacionadas ao acesso dos investigados a unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura a participação individual de cada envolvido e a possível utilização da estrutura religiosa para atividades criminosas.

Fonte: Esporte e Notícias