
Foto-Reprodução-Web
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Basalto para desarticular uma organização criminosa com forte atuação em tráfico de drogas, extorsão sistemática contra comerciantes e lavagem de dinheiro. Foram expedidos 34 mandados judiciais — sendo 12 de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão —, cumpridos nas cidades de Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e na capital, Cuiabá (a 234 Km de Primavera do Leste), incluindo vistorias em unidades prisionais.
Além das ordens de prisão e busca, o Poder Judiciário impôs medidas cautelares a outros oito investigados, determinou o bloqueio de contas bancárias de três suspeitos e suspendeu as atividades de uma empresa supostamente utilizada como fachada para ocultar recursos de origem ilícita.
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Investigação e o esquema “Projeto Caixinha”
As apurações tiveram início em fevereiro de 2025, a partir de uma prisão em flagrante por tráfico de drogas em Pedra Preta. A análise autorizada de um smartphone apreendido revelou cerca de 15,7 GB de dados, expondo planilhas, comprovantes de transferências, áudios e mensagens que detalhavam a hierarquia da facção — desde lideranças operando de dentro do sistema penitenciário até gerentes regionais e operadores financeiros.
Um dos eixos centrais do grupo era o esquema batizado internamente de “Projeto Caixinha” ou “Projeto Central”. A polícia identificou a cobrança recorrente de taxas sob ameaças diretas de represália a mais de 50 estabelecimentos comerciais de Pedra Preta. O material apreendido passa por perícia conduzida pela Delegacia de Pedra Preta para identificar novos receptadores e desdobramentos da rede criminosa.
Ofensiva contra extorsões e facções em MT
A Operação Basalto reflete uma tendência de endurecimento das forças de segurança estaduais diante da mudança no perfil de atuação de facções em Mato Grosso, que vêm expandindo a coerção direta ao comércio local e o uso de lavagem de dinheiro:
Cobrança forçada a comércios: Em julho de 2026, a Polícia Militar efetuou a prisão em flagrante de suspeitos cobrando valores de proprietários de comércios e academias sob ameaça de incêndios e agressões em nome de facção.
Asfixia financeira e lavagem de capitais: Em agosto de 2026, a Operação Dark Route também mirou esquemas de blindagem de bens de grupos criminosos no estado, resultando na apreensão de veículos de luxo e ordens de bloqueio patrimonial.
Fonte: Click F5





