Justiça torna réu acusado de matar cabo da PM por vingança em projeto social | Cliquef5

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A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e tornou réu Jhonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, pelo homicídio triplamente qualificado do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos. O processo tramita em segredo de Justiça na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande (a 240 Km de Primavera do Leste) e teve a denúncia acatada pelo juiz Pierro de Faria Mendes no dia 4 de setembro.

O crime ocorreu em 4 de agosto, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, no momento em que o militar ministrava uma aula de jiu-jitsu voltada a crianças e adolescentes em um projeto social comunitário. Renato chegou a ser socorrido por colegas da PM e levado à UPA do Cristo Rei, mas não resistiu aos ferimentos. Jhonathan foi contido por alunos e populares no próprio local até a chegada das equipes policiais, que efetuaram a prisão em flagrante.

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De acordo com o MPE, a motivação do assassinato foi vingança, motivada pelo fato de o policial manter um relacionamento com a companheira de Jhonathan. A denúncia enquadrou o réu por homicídio triplamente qualificado:

  • Motivo torpe: vingança decorrente do relacionamento da vítima com a companheira do acusado;

  • Recurso que dificultou a defesa da vítima: a emboscada promovida no momento em que a vítima dava aulas;

  • Perigo comum: os disparos foram feitos em local aberto e com grande circulação de pessoas, incluindo alunos menores de idade.

Além das qualificadoras do homicídio, o acusado também responderá por porte e posse ilegal de arma de fogo.

A investigação da Polícia Civil revelou indícios de premeditação por parte de Jhonathan antes do ataque no projeto social. Testemunhas e levantamentos policiais apontaram que o réu já monitorava a rotina da vítima e teria feito contatos prévios.

A revelação de que a execução ocorreu diante dos próprios alunos gerou repercussão imediata em Mato Grosso, levantando debates sobre a segurança em espaços comunitários mantidos por forças policiais. Com o acolhimento da denúncia, o caso entra na fase de instrução processual, na qual serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa antes do julgamento final.



Fonte: Click F5