
O secretário-adjunto de Agricultura de Aripuanã (a 1229 Km de Primavera do Leste), Sérgio Lotek, conhecido como “Serjão”, de 54 anos, morreu na noite desta quarta-feira (9) após ser atingido por um tiro no lado esquerdo do rosto. O disparo, de caráter acidental, foi efetuado pela própria esposa, de 52 anos, na residência do casal, localizada na zona rural do município.
Segundo o boletim de ocorrência, a esposa de Sérgio manuseava e organizava as armas do marido atrás de um guarda-roupa quando acionou acidentalmente o gatilho de uma espingarda calibre .38. Em depoimento à Polícia Militar, a mulher relatou que o marido chegou a tentar alertá-la sobre a situação, mas ela não sabia que a arma estava municiada.
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No momento do disparo, Sérgio estava deitado na cama do casal. Uma das filhas tentou realizar manobras de compressão e primeiros socorros, mas sem sucesso. Uma equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) local compareceu à residência, onde o médico plantonista atestou o óbito ainda no local.
A Prefeitura e a Câmara Municipal de Aripuanã emitiram notas oficiais de pesar. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando forças e conforto a todos”, destacou o poder público municipal sobre a perda do servidor. A Polícia Civil de Mato Grosso registrou a ocorrência como “morte a esclarecer” e conduz as investigações para periciar a cena e o armamento.
Negligência com armas e disparos acidentais voltam ao debate
O trágico acidente em Aripuanã reflete um problema recorrente relacionado à falta de treinamento e à quebra de protocolos de segurança no manuseio de armamentos de fogo dentro do ambiente doméstico e esportivo no Brasil.
Recentemente, em 31 de agosto, um disparo acidental em um clube de tiro no Paraná deixou um homem em estado grave. Na ocasião, a polícia apontou que a principal causa do acidente foi uma sequência de falhas graves de segurança, como o descumprimento de regras primárias: presumir que a arma está descarregada, posicionar o dedo no gatilho indevidamente e apontar o cano para áreas não seguras.
Especialistas em segurança armada reiteram que qualquer arma mantida em ambiente residencial — mesmo em situações de organização ou limpeza (faxina) — deve ser previamente checada, descarregada e manuseada com a direção do cano apontada exclusivamente para um local seguro, evitando que falhas de atenção resultem em tragédias familiares irreversíveis.
Fonte: Click F5





