Mãe e filho são baleados durante abordagem da polícia em operação contra facção » Esportes & Notícias

PUBLICIDADE

Screenshot

Uma mulher e o filho dela foram baleados na manhã desta quinta-feira (10), durante o cumprimento de mandados da Operação Paralela, deflagrada pela Polícia Civil para combater integrantes de uma facção criminosa em Tangará da Serra.

Conforme as informações repassadas pela Polícia Civil, um dos investigados teria reagido no momento em que os policiais cumpriam a ordem judicial. Para conter o suspeito, a equipe efetuou disparos.

Durante a intervenção, a mãe do investigado entrou repentinamente no cômodo onde ocorria a contenção e acabou sendo atingida. O próprio alvo da operação também foi baleado.

Assim que a situação foi controlada, os policiais acionaram equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar. Mãe e filho receberam atendimento e foram encaminhados com vida para uma unidade hospitalar.

O imóvel foi isolado e preservado para evitar qualquer alteração na cena. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os levantamentos necessários e recolher possíveis vestígios que possam esclarecer a dinâmica dos disparos.

A operação foi deflagrada nesta quinta-feira para cumprir quatro mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes violentos registrados no município.

As investigações tiveram início após episódios de cárcere privado e tortura ocorridos em agosto.

Segundo a apuração policial, trabalhadores temporários que estavam na cidade para atuar em um evento foram abordados por integrantes da facção. Os criminosos teriam acusado o grupo, sem comprovação, de pertencer a uma organização rival.

Os trabalhadores tiveram os celulares recolhidos e foram obrigados a fornecer informações sobre possíveis vínculos com outros grupos criminosos. Eles também teriam sido amarrados, ameaçados com facas e mantidos sob vigilância durante os interrogatórios.

Em determinado momento, as vítimas foram colocadas dentro de um veículo e levadas para outro endereço, onde continuaram sendo questionadas e ameaçadas.

Depois de constatarem que os trabalhadores não tinham ligação com nenhuma facção rival, os suspeitos os libertaram. Antes disso, porém, teriam feito ameaças de morte caso o episódio fosse comunicado às autoridades.

A investigação também identificou um segundo episódio ocorrido na mesma noite. Conforme os levantamentos, outras duas pessoas teriam sido levadas para uma área de mata.

No local, as vítimas teriam sido amarradas, interrogadas e agredidas com pedaços de madeira. Durante as agressões, integrantes do grupo criminoso mantinham contato com outros membros por meio de videochamadas.

Para chegar aos suspeitos, a Polícia Civil reuniu depoimentos das vítimas, reconhecimentos, imagens de câmeras de segurança e informações relacionadas a veículos e deslocamentos.

Com base nesse conjunto de elementos, a investigação apontou quatro pessoas que teriam participação nos crimes e levou à representação pelas ordens judiciais cumpridas nesta quinta-feira.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer individualmente a conduta de cada suspeito e identificar outros possíveis integrantes envolvidos nos crimes.

O episódio envolvendo os disparos durante o cumprimento dos mandados também deverá ser analisado pela perícia, que irá apontar as circunstâncias em que mãe e filho foram atingidos.

Fonte: Esporte e Notícias