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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o Estado aguarda a conclusão do licenciamento ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para avançar com a nova intervenção no Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
Segundo Pivetta, o Ibama assumiu não apenas a análise da obra no trecho crítico, mas também o licenciamento da MT-251 como um todo. O governador disse que o Estado vem entregando a documentação exigida pelo órgão federal.
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“Estamos aguardando a licença do Ibama. O Ibama requisitou para si o licenciamento não só da obra desse local, mas também da 251 como um todo”, afirmou.
Pivetta disse esperar que o aval seja concedido em breve para permitir o avanço das intervenções. “Nós estamos cumprindo todo o rito do nosso lado, entregando a documentação, e esperamos que logo o Ibama aprove e recomece as obras”, declarou.
Questionado sobre uma possível motivação política para a demora, o governador evitou fazer acusação direta e afirmou acreditar na atuação institucional do órgão.
O impasse no Portão do Inferno começou no fim de 2023, após quedas de blocos e deslizamentos provocarem restrições no tráfego da rodovia. Inicialmente, o Governo de Mato Grosso optou pelo retaludamento da encosta, com cortes no paredão para reduzir o risco de novos deslizamentos. O projeto recebeu licença de instalação do Ibama em junho de 2024.
Posteriormente, porém, o Estado desistiu da solução e passou a defender a construção de um túnel.
TÚNEL DE 513 METROS
O projeto atual da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) prevê um túnel de aproximadamente 513 metros, com pista dupla, acostamento e pavimento de concreto. A primeira licitação estimava investimento de R$ 54,8 milhões, incluindo projetos e execução da obra. O processo terminou sem vencedor em maio deste ano.
O Consórcio TB-ETEL apresentou proposta, mas foi inabilitado por não cumprir requisitos econômico-financeiros. A Sinfra manteve a decisão após a análise dos recursos. Com isso, além do licenciamento ambiental para a nova solução, o Estado também precisou revisar o processo de contratação.
A Sinfra sustenta que o túnel apresenta vantagens técnicas, sociais e ambientais em relação ao retaludamento e permitiria preservar melhor a formação rochosa. Enquanto a obra definitiva não avança, o Portão do Inferno segue como um dos principais gargalos da MT-251.
Para Pivetta, a próxima etapa depende do Ibama. “É uma questão de cumprir o rito”, resumiu.
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Fonte:Estadão MT





