A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) investiga se dois dos três homens mortos na queda de um avião em Água Boa, a 730 quilômetros de Cuiabá, são paraguaios. O acidente ocorreu na quinta-feira (10), pouco depois de a aeronave decolar de Goiânia (GO).
Para confirmar as identidades, investigadores entraram em contato com possíveis familiares das vítimas e devem coletar material genético para comparação. A terceira pessoa que morreu no acidente seria brasileira. Os nomes não foram divulgados pela Polícia Civil para não comprometer as investigações.
Por questões de logística, os corpos foram encaminhados para a Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, em Cuiabá, onde passam pelos procedimentos de identificação.
A aeronave caiu em uma área rural de Água Boa e pegou fogo logo após o impacto. As chamas destruíram grande parte do avião e dificultaram a identificação dos ocupantes e da própria aeronave.
A investigação também busca esclarecer em quais condições o avião foi colocado novamente em operação. Conforme informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave não possuía matrícula registrada, era de uso particular e estava parada havia aproximadamente cinco anos.
O órgão informou ainda que as cadernetas da aeronave estavam desatualizadas e que não havia inspeção vigente.
Segundo o delegado de Água Boa, Carlos Alberto Silva, o avião permanecia anteriormente em um hangar no aeródromo de Goiânia e não estaria em condições regulares de voo. Na manhã do acidente, o proprietário e os outros dois ocupantes teriam embarcado e decolado do local.
O destino da aeronave ainda não foi esclarecido. A Polícia Civil tenta descobrir para onde o avião seguia e o que ocorreu durante o trajeto até a queda.
Até o momento, os investigadores não encontraram indícios de que a aeronave estivesse transportando drogas ou outro tipo de carga ilícita no momento do acidente.
A situação documental do avião também está entre os pontos analisados pela Polícia Civil, incluindo a ausência de matrícula, a inexistência de plano de voo localizado até agora e as condições da aeronave antes da decolagem.
As circunstâncias da queda continuam sendo apuradas, assim como a identificação oficial das vítimas e da aeronave.





